Novo minimiza falta de coligações e aposta em campanha digital de Zema
Presidente do partido afirmou que tempo de TV perdeu relevância e prevê triplicar o número de candidatos em 2026
Após oficializar a candidatura de Romeu Zema à Presidência, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a legenda pretende compensar a ausência de grandes alianças partidárias com uma estratégia baseada nas redes sociais. Em entrevista exclusiva a O Antagonista, ele afirmou que o tempo de televisão deixou de ser decisivo nas eleições e disse que o partido chega mais estruturado para a disputa de 2026.
“Eu não vejo mais o tempo de TV e de rádio como um grande diferencial. Hoje nós temos as redes sociais, a internet e um canal direto com a população”, afirmou.
Segundo Ribeiro, o crescimento da presença digital de Zema reforça essa estratégia. O dirigente afirmou que o ex-governador ganhou mais de um milhão de seguidores nos últimos meses e já figura entre os presidenciáveis com maior alcance nas plataformas digitais.
Apesar de o Novo ainda não ter fechado uma coligação para a disputa presidencial, Ribeiro disse que o partido conta com o apoio de lideranças de outras siglas.
“Há muitos políticos de outros partidos que já declararam que vão apoiar o Zema, mesmo permanecendo em seus partidos”, afirmou.
Na entrevista, o presidente do Novo também confirmou que a legenda utilizará recursos do fundo eleitoral pela primeira vez. A decisão representa uma mudança em relação ao discurso histórico do partido, que sempre defendeu o fim do mecanismo.
“O Novo tentou devolver esse dinheiro e continua defendendo a extinção do fundo eleitoral. Mas essa batalha foi perdida. Se queremos continuar combatendo esse sistema, vamos ter que usar as mesmas armas”, disse.
Ribeiro afirmou ainda que o partido espera ampliar significativamente sua representação política no próximo ciclo eleitoral. Segundo ele, o Novo saltará de cerca de 420 candidatos a deputado registrados em 2022 para mais de 1.200 em 2026.
“O partido vai disputar praticamente todos os estados com nominatas completas e terá uma estrutura muito superior à das eleições anteriores”, afirmou.
Embora a convenção tenha oficializado Zema como candidato ao Planalto, Ribeiro evitou tratar a campanha como uma tentativa de construir uma “terceira via”. Segundo ele, a aposta da legenda é apresentar ao eleitor o histórico administrativo do ex-governador de Minas Gerais durante a campanha.
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