“Não dá mais para suportar e aturar”, diz Nunes sobre a Enel
Prefeito de São Paulo irá se reunir com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta terça-feira, 16, para discutir a concessão da empresa
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), voltou a reclamar da Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia da capital paulista, na segunda-feira, 15.
Devido à passagem de um ciclone extratropical na semana passada, cerca de 2,1 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica na Região Metropolitana de São Paulo.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Nunes disse que não dá mais para “suportar e aturar” a lentidão da empresa para solucionar os problemas de energia elétrica relacionados ao vendaval e às chuvas da semana passada.
“Eu comentava agora, antes de entrar aqui, a gente, às 17:30… 19:30 de hoje, aqui na cidade de São Paulo tinha 39 mil imóveis sem energia, 160 mil pessoas. Agora, ao entrar aqui para o Roda Viva, já ia para 46 mil pessoas. Quer dizer, aumentou o número de domicílios sem energia na cidade de São Paulo. São Bernardo tinha 1.500, agora já foi para 15 mil. Então a gente não consegue entender como que essa empresa ainda permanece com a concessão de energia, devido a tantos e tantos problemas que ela tem causado para as pessoas. Lembrando que a gente teve problema em 2023, com 2,1 milhões de imóveis sem energia, 2024, com 2,3 milhões de pessoas sem energia. Agora, de novo, 2025, com 2,2 milhões de pessoas sem energia. E estamos no sexto dia. No sexto dia e ainda com problemas. Então é algo que não dá mais para a gente suportar e aturar. A população está sofrendo muito, e o governo federal precisa tomar uma atitude.”
Reunião com Alexandre Silveira
Nunes afirmou que irá se reunir com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta terça, 16, às 14h30, para discutir a concessão da Enel.
“Ele [Silveira] disse que a Enel teria o tratamento igual a todas as empresas. O que vou dizer a ele amanhã é que não pode ter tratamento igual a todas as empresas, uma empresa que não atende as normas, não atende a população e causa muitos transtornos”, disse.
Para o prefeito, o ministro precisa entender que as pessoas foram muito prejudicadas pela falta de luz e não podem ficar reféns da Enel.
“Essas questões que o ministro precisa entender. Quando uma pessoa fica lá com a geladeira sem funcionar, que ela perde seus mantimentos, que o comerciante perde suas coisas, essas pessoas não podem ficar refém, como a Prefeitura de São Paulo, o governo do estado e todos nós estamos. Não respeita a população. Não atende a legislação”, disse.
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