Vendaval em SP: 835 mil imóveis continuam sem energia elétrica
Enel diz que não há previsão para normalizar o fornecimento na Grande São Paulo
A Enel afirmou nesta sexta-feira, 12, que 835 mil imóveis continuam sem energia elétrica na Região Metropolitana de São Paulo.
Somente a capital paulista tem 589 mil endereços sem luz.
Juquitiba, Itapecerica da Serra e Embu das Artes são as cidades da Grande São Paulo que registram, percentualmente, o maior volume de casas ou comércios às escuras.
A concessionária disse ter restabelecido o fornecimento de energia para 1,8 milhão dos 2,2 milhões de clientes afetados pelo vendaval que atingiu a região.
“Para atender situações prioritárias, a companhia conta com 700 geradores. Reforçamos que seguiremos trabalhando até restabelecer a energia para todos os clientes afetados pelos efeitos do ciclone”, afirmou a empresa em nota.
SP está “refém” da Enel
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a criticar na quinta-feira, 11, a possibilidade de prorrogação do contrato da Enel com o governo federal.
“Você vê que plano de contingência às vezes não funciona. Ontem [terça-feira] começou a ventar de manhã, ventou até o início da noite, com rajadas de quase 100 km/h. [Houve] muito transtorno, queda de árvore, e a velocidade de restabelecimento se dá muito de acordo com automação e investimento”, afirmou.
Segundo Tarcísio, São Paulo está “refém” da Enel.
“A gente não pode ficar refém, não dá. Todo evento climático, nós vamos ter o mesmo problema. Qual é a previsibilidade? Quando que a energia vai ser restabelecida? As pessoas ficam dias sem restabelecimento. Pode ter certeza que esse restabelecimento completo vai levar alguns dias. A gente vai ver isso acontecer de novo, e a gente está falando isso sempre”, disse.
Embora a companhia tenha mobilizado 1.600 equipes de campo para restabelecer o fornecimento de energia elétrica na Grande São Paulo, Tarcísio afirmou que o tempo de resposta da empresa é insuficiente.
Prorrogação do contrato com a Enel
Tarcísio defendeu a intervenção do governo federal na Enel.
“A intervenção funciona; o plano de contingência não”, disse o governador.
Ele voltou a dizer que a competência da distribuição de energia elétrica no estado é do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
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