MST ocupa Secretaria de Educação do Ceará
As ações fazem parte da Semana Camponesa, que se estende por todo o Brasil desde segunda-feira, 21, mobilizando a militância em ocupações em prédios públicos, marchas, audiências públicas e manifestações
Aproximadamente 700 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na manhã de quarta-feira, 23 de agosto, a Secretaria de Educação do Ceará (Seduc).
Segundo o movimento, “o ato tem como objetivo chamar a atenção para a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura educacional, valorização dos profissionais da educação e investimentos significativos em escolas localizadas em assentamentos rurais”.
As mobilizações no Ceará não se restringem à ocupação da Seduc. Antes disso, os militantes estiveram na sede do Incra, onde mantiveram uma ocupação que se iniciou na terça-feira, 22.
As ações fazem parte da Semana Camponesa, que se estende por todo o Brasil desde segunda-feira, 21, sob o lema “Para o Brasil Alimentar: Reforma Agrária Popular”, mobilizando a militância em ocupações em prédios públicos, marchas, audiências públicas e manifestações.
Ocupação em São Paulo
Em são Paulo, também nesta quarta-feira, 23 de julho, aproximadamente 300 manifestantes do MST se concentraram nas proximidades de um edifício público no bairro de Santa Cecília, na capital paulista, antes da abertura do expediente.
De acordo com Márcio José, coordenador do MST em São Paulo, a intenção é que a ação se repita em outras 21 sedes de órgãos públicos.
O movimento critica a lentidão da reforma agrária durante o atual governo e responsabiliza o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, por não cumprir promessas feitas:
“Nos últimos três anos sob a gestão de Lula, as iniciativas referentes à reforma agrária não avançaram. Temos assistido a muitas justificativas e pouco resultado efetivo. Por exemplo, em São Paulo não houve novos assentamentos; apenas foi regularizada a situação de algumas famílias já acampadas”, destacou Márcio José.
Em uma carta aberta divulgada esta semana, o MST expressou suas preocupações diretamente ao governo:
“Após quase três anos da administração Lula, a reforma agrária permanece estagnada e as famílias acampadas e assentadas questionam: Lula, onde está a reforma agrária?”, escreveram os líderes do movimento no documento.
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