Motta se reúne com empresários na casa de João Doria em São Paulo
Encontro será para homenagear o presidente da Câmara dos Deputados e ocorre em meio à crise entre governo e Congresso
O ex-governador paulista João Doria vai receber, na noite desta segunda-feira, 30, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em um jantar em sua casa, em São Paulo. O vice-governador do estado, Felicio Ramuth, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e um grupo de 50 empresários também participarão.
Segundo a assessoria de imprensa de Doria, trata-se de um encontro para homenagear Hugo Motta e que foi marcado há semanas.
O jantar ocorre em meio à crise entre governo e Congresso por causa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na semana passada, a Câmara e o Senado aprovaram um projeto que susta os efeitos dos decretos editados pelo Executivo, em maio e junho, para aumentar o tributo.
O presidente Lula (PT) já decidiu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter o aumento das alíquotas.
Nesta segunda, Motta chegou a divulgar um vídeo para rebater as críticas dos lulistas contra a derrubada dos decretos presidenciais.
“Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos. A Câmara dos Deputados, com 383 votos de deputados de esquerda, de direita, decidiu derrubar um aumento de imposto sobre o IOF, o imposto que afeta toda a cadeia econômica. A polarização política no Brasil tem cansado muita gente e agora querem criar a polarização social”, reclamou Motta.
Quando perceberam que perderiam a disputa pelo aumento do IOF no Congresso Nacional, os governistas passaram a apostar no discurso de que o Congresso trabalha para os ricos, enquanto o governo Lula estaria do lado dos pobres.
Outro encontro
O encontro de Doria com Motta nesta noite não será o primeiro deste mês. Os dois participaram do evento 2º Brasília Summit – LIDE Correio Braziliense, em 11 de junho, na capital federal.
No evento, Motta disse que o pacote de medidas que o governo pretendia implementar para abrir caminho para recalibrar o primeiro decreto por meio do qual elevou alíquotas do IOF deveriam ter uma “reação muito ruim“ no Congresso e no empresariado.
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