Haddad diz que seu motorista foi seguido por viatura da PM com três fuzis
Pré-candidato a governador de São Paulo teve carro abordado quando chegava em casa e relata acompanhamento "intimidador"
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta quarta-feira, 12, que seu motorista foi seguido por uma viatura da Polícia Militar “durante muito tempo“, na noite de terça, 11, após o carro ser abordado pelos agentes quando Haddad chegava em casa, na capital paulista.
Segundo Haddad, havia três fuzis na viatura, seu motorista ficou “muito abalado“ e o caso será levado ao conhecimento do governo estadual, para que seja apurado.
“Aconteceu um episódio um pouco desagradável ontem, que eu queria reportar. Eu estava chegando na minha casa depois do evento no Largo São Francisco e o meu carro foi abordado por uma viatura da PM, de uma forma um pouco ostensiva, mas rápida. Eu entrei em casa e achei o episódio relativamente normal. Acontece, de você estar fazendo uma ronda. Mas o meu carro, depois que me deixou em casa, ele foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo”, relatou o pré-candidato, em entrevista a jornalistas.
“E de uma forma um pouco ostensiva e intimidadora. Eu não sei o que aconteceu. Quero crer que possa ter havido alguma confusão, espero que tenha havido uma confusão, mas o meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu. Então estamos levando essas informações para o governo do estado, primeiro para informar do episódio, esperando que ele se esclareça, mas para resguardar a segurança das pessoas que me acompanham e a minha própria segurança”.
Haddad detalhou que, quando chegava em casa, os agentes apontaram uma luz em direção ao carro para ver quem estava dentro. Ele não conversou com os policiais, porque entrou em casa na sequência. Só estranhou o episódio após saber que seu motorista foi seguido.
“Muita gente me acompanha e a segurança das pessoas me importa, e o motorista estava muito abalado, ainda hoje para amanhã, e ele me reportou o que fez [ligou para o meu advogado]”, disse.
“Pode ter sido coincidência, pode ter sido confusão. Mas tem que haver no mínimo uma apuração para saber o que aconteceu“, pontuou o ex-ministro.
Ele ressaltou que está “cumprindo sua obrigação” de levar ao conhecimento do governo estadual um episódio que “não foi agradável e que pode ter sido apenas um mau entendido”. “Mas se eu não dou a público isso, amanhã acontece alguma coisa e você não tem nem por onde começar uma investigação. Eu espero que não seja nada”.
O atual governador de São Paulo é Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vai enfrentar Haddad nas urnas neste ano. O Antagonista pediu um posicionamento à Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo sobre o episódio relatado por Haddad.
“A Secretaria determinou à Polícia Militar que fossem identificadas as equipes que estiveram ou passaram pela região no período informado para apurar as circunstâncias do episódio. O secretário da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, entrou em contato com o candidato Fernando Haddad em busca de informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada, a fim de contribuir na investigação. Qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado“, afirmou a pasta, em nota.
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