Moraes autoriza visitas de Rogério Marinho e deputados a Bolsonaro na Papudinha
Ministro atendeu a pedidos da defesa do ex-presidente, que cumpre pena de prisão pela condenação na ação penal do golpe de Estado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu nesta quinta-feira, 19, as visitas do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e dos deputados federais Marco Feliciano (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha.
O magistrado autorizou ainda as visitas do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Anderson Luis de Moraes, e de José Vicente Santini, assessor especial do governador de São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Moraes atendeu a pedidos da defesa do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela condenação na ação penal do golpe de Estado. O cronograma das visitas ficou da seguinte forma:
- Quarta-feira, dia 11/3/2026, das 8h às 10h: Anderson Luis de Moraes, Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação no Governo do Estado do Rio de Janeiro;
- Sábado, dia 14/3/2026, das 8h às 10h: Beatriz Kicis Torrents de Sordi, Deputada Federal;
- Quarta-feira, dia 18/3/3026, das 8h às 10h: José Vicente Santini, Assessor Especial do Governador do Estado de São Paulo;
- Sábado, dia 21/3/2026: Marco Antônio Feliciano, Deputado Federal; e
- Quarta-feira, dia 25/3/3026: Rogério Marinho, Senador da República.
Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil e secretário especial de Previdência e Trabalho no governo Bolsonaro. Em janeiro, o senador anunciou sua desistência de concorrer ao governo do Rio Grande do Norte nas eleições deste ano. O parlamentar decidiu focar em ajudar na campanha do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RN), filho de Jair.
Saúde de Bolsonaro
Na quarta-feira, após visitar o pai na Papudinha, o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro disse que o político estava “sonolento e abatido” pela manhã e que, a qualquer momento, pode haver um “ponto de não retorno“ em relação à saúde dele.
“Saio mais uma vez da Papuda nesta Quarta-feira de Cinzas, seguindo rigorosamente os dias e horários de visita – quartas e sábados. Encontrei o Presidente sonolento e abatido, obviamente se questionando sobre uma prisão que jamais deveria existir, já que não cometeu crime algum. É humanamente impossível que alguém suporte tais condições por tanto tempo e consiga manter-se ileso”, iniciou o ex-vereador, em publicação no X.
Se eu estou cansado, imagine ele. Deu tempo de dar uma arrumada em seus livros e nos poucos utensílios de plástico permitidos. Organizei também as tampas das marmitas, sempre com as mensagens que a Michelle deixa para cada refeição – pequenos gestos que mantêm a dignidade em meio ao absurdo. Mais um dia se passou, e minha preocupação só aumenta ao ver a normalização do que estão fazendo”.
Ele prosseguiu: “Pode existir a qualquer momento um ponto de não retorno em relação à saúde do meu pai. Ele é uma rocha, mas é impossível não perceber que, dia após dia, a covardia que sofre o atinge cada vez mais”.
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