Michelle quer trair o PL, Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho na disputa pelo Senado?
Sondagem do Republicanos aumentou desconfiança de que a ex-primeira-dama poderia ‘trair’ o PL e votar em Davi Alcolumbre
A possibilidade de Michelle Bolsonaro deixar o PL e ingressar no Republicanos ampliou a desconfiança de uma ala do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro de que a ex-primeira-dama esteja entre os senadores favoráveis à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência do Senado.
Como mostramos mais cedo, Alcolumbre aposta que conseguirá ser reeleito ao cargo com a ajuda de até cinco votos do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas contagens de Alcolumbre, ele acredita que hoje tem em torno de 48 votos a favor de sua recondução ao cargo. O atual presidente do Senado conta não somente com o apoio do Palácio do Planalto como também de siglas como o PSD, de Gilberto Kassab, e de alas do União Brasil, do PP e até do Republicanos.
Seu principal concorrente, neste momento, será o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (RN). O ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro lançou sua candidatura nesta quarta-feira, 4.
O Republicanos é um partido que, oficialmente, deve apoiar a candidatura de Alcolumbre. Na avaliação de uma ala do PL, a transferência de Michelle para o Republicanos a desobrigaria a dar voto para Rogério Marinho. Os dois já tiveram atritos no passado e Michelle não é das mais entusiastas da candidatura do parlamentar.
Apesar de uma manifestação oficial do partido, a senadora Damares Alves e o senador Hamilton Mourão já fecharam questão contrária à reeleição de Alcolumbre.
Essa possível migração está sendo capitaneada pela senadora Damares Alves, principalmente após tanto ela quanto Michelle terem sido alvo de ataques da ala ideológica do PL. Apesar disso, O Antagonista apurou que nem Michelle nem Damares conversaram com a cúpula do Republicanos sobre uma eventual transferência.
O acordo que pode salvar Marinho e Tereza Cristina
Outro ponto que tem deixado Alcolumbre otimista na disputa pela Presidência do Senado é o racha entre Tereza Cristina e Rogério Marinho. Aliados de Alcolumbre afirmam que, se os dois não entrarem em acordo para uma chapa conjunta, crescem as chances do atual presidente do Senado.
Na semana passada, Tereza e Marinho se reuniram para tentar chegar a um acordo, mas não houve consenso. A expectativa é que os dois voltem a conversar na próxima semana.
Uma das propostas para que os dois lancem uma chapa única que, se Marinho disputar a Presidência do Senado, ele apoiará Tereza para o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso Tereza seja a candidata ao comando da Casa, Marinho ficaria com o apoio dela para presidir o colegiado.
O arranjo tem precedente. Quando Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disputou e venceu a eleição para a Presidência do Senado, em 2021, Alcolumbre foi escolhido para comandar a CCJ.
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