O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente e líder da oposição no Senado, criticou neste domingo, 4, o que chamou de “interferência indevida do Judiciário militante”, ao comentar as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) a senador.
Marinho também acusou o PT de aparelhar a máquina pública e afirmou que seus adversários “serão derrotados”.
“A interferência indevida do judiciário militante tem jogado contra a democracia . O PT fala em interferência estrangeira, enquanto isso o aparelhamento da máquina pública tenta subverter a democracia e impedir a vontade popular. Serão derrotados. Força Deltan“, afirmou Marinho.
Com a liminar, Deltan volta a ter o registro classificado como “deferido com recurso”, e seus votos serão computados até que o plenário da Corte decida definitivamente o caso.
Nunes Marques critica a decisão de Floriano. “Havia, portanto, oportunidade para o exame colegiado, e não se mostra razoável que a questão tenha sido decidida monocraticamente a poucas horas da abertura das urnas”, pontua.
Ele registra que o recurso chegou ao gabinete do colega na quinta-feira, 1º, e que houve sessão do plenário virtual na sexta-feira, 2, mas o caso não foi levado ao colegiado.
“O poder de decidir sozinho é excepcional e depende de delegação normativa expressa, em hipóteses fechadas. Fora delas, a competência é do Plenário. A colegialidade é a forma ordinária de manifestação do Tribunal e não fica à disposição de quem relata o feito”, pontua.
Conforme Nunes Marques, a resolução eleitoral determina que a condição de candidato sub judice só termina após decisão colegiada do TSE. Em suas palavras, “ao declarar definitiva a cessação da condição sub judice e nulos os votos da chapa, a decisão [de Floriano] antecipou, por ato individual, efeitos que a lei e a resolução reservam ao Plenário”.
Também de acordo com o ministro, “uma cautelar que vigora até o julgamento do recurso não pode ser tomada como o próprio julgamento colegiado do recurso”.
Um dos fundamentos para suspender a decisão foi o fato de ela ter sido tomada quando as urnas já estavam preparadas.
Nunca foi tão fácil ficar bem informado com O Antagonista
Mais lidas
Mais comentadas
Últimas notícias
1
Gilmar toma decisão sobre Moro apesar de regra criada por Fachin
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Claudemir Silvestre
04.10.2026 10:07Daremos a resposta hoje nas urnas a toda esta imoralidade do Judiciário !!!