Marina reafirma que decisão sobre a foz do Amazonas será técnica
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pressiona o Ibama a aprovar a realização de estudos pela Petrobras
A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, reafirmou na segunda-feira, 10, que a decisão do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas será “técnica”.
“Independentemente de um ministro ou outro procurar o Ibama para dialogar, a concessão da licença ocorre por meio de um processo técnico, que avalia a viabilidade ambiental do empreendimento”, disse Marina em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura.
“Se todas as dificuldades forem superadas durante o processo de licenciamento, a licença pode ser concedida. Caso contrário, ela é negada. Mas é uma decisão técnica”, acrescentou.
Marina e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, são pressionados pelo presidente Lula (PT) e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a autorizar a Petrobras a realizar pesquisas para uma eventual exploração de petróleo da Margem Equatorial.
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A pressão de Alexandre Silveira
Alexandre Silveira deverá se reunir com Rodrigo Agostinho ainda nesta semana para discutir o parecer técnico do Ibama sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas pela Petrobras.
O ministro, mais petista que os petistas, alega que a estatal atendeu a todos os requisitos necessários para obter a licença de exploração no litoral do Amapá.
“É um absurdo sentar na mesa com o Ibama e ele não apontar o que falta, porque a Petrobras entregou tudo o que foi pedido. Se há uma decisão de não fazer, é eles que têm que se explicar […] se forma uma negativa, que aponte o motivo da decisão”, disse Silveira em fevereiro.
Técnicos não recomendam pesquisa
Os técnicos do Ibama recomendaram, em fevereiro, que o instituto vinculado ao Ministério do Meio Ambiente negue o plano apresentado pela Petrobras para a realização de pesquisas sobre eventual exploração de petróleo da Margem Equatorial, na foz do rio Amazonas, no Amapá.
Contudo, a decisão que contraria os interesses do governo Lula não é definitiva.
A palavra final sobre liberação será do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.
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Comentários (2)
Marian
11.03.2025 09:44Ah, entendo como mudanças à vista.
Clayton De Souza pontes
11.03.2025 08:14O ativismo do Ibama está prejudicando a população do Amapá de saber o seu potencial petrolífero e de ter renda no caso de produção. Petróleo ainda terá importância por muito tempo. As exigências do Ibama mostram rigor exagerado pra inviabilizar qualquer empreendimento