Lula contra o “lenga-lenga” do Ibama
Segundo o petista, o instituto irá se reunir com a Casa Civil até semana que vem para discutir a autorização para a realização de estudos técnicos sobre exploração de petróleo
O presidente Lula (PT, foto) reclamou nesta quarta-feira, 12, do “lenga-lenga” do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para autorizar a Petrobras a realizar estudos de viabilidade técnica para a exploração de petróleo na foz do Amazonas.
“Se depois a gente vai explorar é outra discussão. O que a gente não pode ficar é nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo parecendo que é um órgão contra o governo”, disse o petista em entrevista à Rádio Diário FM, de Macapá.
Segundo Lula, o Ibama irá se reunir com a Casa Civil até a semana que vem para discutir a autorização.
“O que nós queremos é que o governo diga qual a vontade dele. A Petrobras é uma empresa responsável e tem a maior experiência de exploração de petróleo em águas profundas e vamos cumprir todos os ritos necessários para que a gente não cause nenhum estrago na natureza”, acrescentou.
“A gente não pode saber que temos uma riqueza embaixo de nós e a não vamos explorar, até porque é dessa riqueza que a gente vai construir a famosa e sonhada transição energética”, continuou.
Impasse sobre a exploração da foz do Amazonas
Em maio de 2023, o Ibama negou à Petrobras autorização para realizar perfurações no litoral do Amapá, comparando o projeto ao caso da usina hidrelétrica de Belo Monte. A Petrobras recorreu.
“Não restam dúvidas de que foram oferecidas todas as oportunidades à Petrobras para sanar pontos críticos de seu projeto, mas que este ainda apresenta inconsistências preocupantes para a operação segura em nova fronteira exploratória de alta vulnerabilidade socioambiental”, apontou o relatório do órgão.
A matéria é motivo de embate entre os ministros Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, e o ministro Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia, responsável pela Petrobras.
A exploração da foz do Amazonas também é defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pelo líder do governo no Congresso, senador Radolfe Rodrigues (PT-AP).
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Comentários (2)
Fabio B
12.02.2025 10:40É totalmente possível explorar nossos recursos naturais de forma sustentável, conciliando desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Eu vejo como um problema grave no Brasil essa influência desproporcional de ONGs e ativistas financiados por interesses estrangeiros, que atuam não para proteger o meio ambiente, mas para travar o crescimento do país e manter nossa economia dependente. Já passou da hora de enfrentar essas interferências externas e estabelecer mecanismos legais para coibir a atuação de entidades estrangeiras que interferem diretamente em nossas políticas.
Amaury G Feitosa
12.02.2025 10:23A Amazônia queima sob a omissão e incompetência da ridícula oportunista e milionária Marina líder de um partido de um imbecil só e o petróleo que tem data para acabar tem de ser queimado antes que não sirva para nada e fica lá enterrado no pré-sal ... estes insanos impedem a receita mas enfiam escorchantes despesas rabo acima dos manés que pelo visto adóóóóram ser estuprados pelos esquerdopatas ... e o pior, creiam, ainda está por vir !!!