Manifesto da Fiesp critica "slogans e divisionismos"; leia na íntegra

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Manifesto da Fiesp critica “slogans e divisionismos”; leia na íntegra

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4 minutos de leitura 04.08.2022 18:52 comentários
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Manifesto da Fiesp critica “slogans e divisionismos”; leia na íntegra

A Fiesp denunciou, em manifesto a ser publicado nesta sexta-feira (5), "slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados" no Brasil. O documento foi divulgado na íntegra pela Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (4)...

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Manifesto da Fiesp critica “slogans e divisionismos”; leia na íntegra
Foto: Divulgação, Fiesp

A Fiesp denunciou, em manifesto a ser publicado nesta sexta-feira (5), “slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados” no Brasil. O documento foi divulgado na íntegra pela Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (4).

Este não é a “Carta pela Democracia”, elaborado pela Faculdade de Direito da USP e que conta com mais de 740.000 assinaturas de ex-ministros do STF, banqueiros e empresários, dentre outros.

Assim como a Carta, o manifesto da Fiesp, “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, é uma reação aos mais recentes ataques de Jair Bolsonaro ao processo eleitoral, feitos em reunião com embaixadores em 18 de julho.

O documento conta com as assinaturas da Febraban, de centrais sindicais, dentre as quais a CUT, da Academia Brasileira de Ciências e da União Nacional dos Estudantes.

Leia o manifesto da Fiesp na íntegra:

“Em Defesa da Democracia e da Justiça”

No ano do bicentenário da Independência, reiteramos nosso compromisso inarredável com a soberania do povo brasileiro expressa pelo voto e exercida em conformidade com a Constituição.

Quando do transcurso do centenário, os modernistas lançaram, com a Semana de 22, um movimento cultural que, apontando caminhos para uma arte com características brasileiras, ajudou a moldar uma identidade genuinamente nacional.

Hoje, mais uma vez, somos instigados a identificar caminhos que consolidem nossa jornada em direção à vontade de nossa gente, que é a independência suprema que uma nação pode alcançar. A estabilidade democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios. Esse é o sentido maior do Sete de Setembro neste ano.

Nossa democracia tem dado provas seguidas de robustez. Em menos de quatro décadas, enfrentou crises profundas, tanto econômicas, com períodos de recessão e hiperinflação, quanto políticas, superando essas mazelas pela força de nossas instituições.

Elas foram sólidas o suficiente para garantir a execução de governos de diferentes espectros políticos. Sem se abalarem com as litanias dos que ultrapassam os limites razoáveis das críticas construtivas, são as nossas instituições que continuam garantindo o avanço civilizatório da sociedade brasileira.

É importante que os Poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário – promovam, de forma independente e harmônica, as mudanças essenciais para o desenvolvimento do Brasil.

As entidades da sociedade civil e os cidadãos que subscrevem este ato destacam o papel do Judiciário brasileiro, em especial do Supremo Tribunal Federal, guardião último da Constituição, e do Tribunal Superior Eleitoral, que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente, e a todos os magistrados, reconhecendo o seu inestimável papel, ao longo de nossa história, como poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais.

A todos que exercem a nobre função jurisdicional no país, prestamos nossas homenagens neste momento em que o destino nos cobra equilíbrio, tolerância, civilidade e visão de futuro.

Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvarmos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados.

Todos os que subscrevem este ato reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, estamos a celebrar.

Brasil, 11 de agosto de 2022

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