“Mais útil lá fora”, diz Bolsonaro sobre Eduardo
"Pelo que eu sei, ele não vem pra cá", afirmou o ex-presidente ao defender a permanência do filho nos EUA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu nesta quinta-feira, 17, a permanência do filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado do cargo de deputado federal, nos Estados Unidos.
“Pelo que eu sei, ele [Eduardo] não vem pra cá [para o Brasil], ele vai ser preso no aeroporto. Com todo o respeito aos parlamentares presentes, ele é mais útil lá fora do que cumprindo mandato”, disse o ex-presidente em coletiva de imprensa no Senado.
Apesar dos pedidos de prisão e de investigação sobre Eduardo, não há nenhuma ordem de detenção contra o filho de Jair Bolsonaro no Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu que o irmão não renuncie imediatamente e cumpra o prazo previsto para faltar às sessões da Câmara.
“Depois do prazo da licença, ele ainda poderia faltar às sessões, ainda teria muito prazo para se decidir. Não é algo para ser decidido agora, ele pode cumprir este prazo até o fim”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro nos EUA
Licenciado do cargo na Câmara, Eduardo Bolsonaro lidera nos Estados Unidos os esforços da família para reabilitar o pai.
O filho 03 de Jair Bolsonaro tem, no entanto, ajudado a melhorar a aprovação de Lula, disputando com o petista a responsabilidade pela tarifa adicional de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Onda arriscada
Como analisou Rodolfo Borges em “Família Bolsonaro abraça a tarifa de Trump“, a família Bolsonaro tenta surfar a onda gerada por Trump para ganhar algum espaço no pleito por anistia, mas ao custo de ser politicamente responsabilizada pela tarifa que afeta todos os brasileiros.
A empolgação original de aliados do ex-presidente com a tarifa já passou a ser temperada por lamentos e protestos, principalmente por aqueles que têm responsabilidades formais.
“A taxação imposta pelo presidente Trump a produtos brasileiros é uma medida errada e injusta. Ela precisa sim ser revista, porque penaliza todos os brasileiros, gente que votou contra e a favor de Lula, empresas que investem no Brasil e que nada tem a ver com disputas políticas e ideológicas. Defender a liberdade não pode significar atacar quem trabalha e produz no Brasil”, reclamou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também tenta se equilibrar entre a estratégia bolsonarista e a vida real.
“O tarifaço é deletério, principalmente para aqueles estados que têm produção industrial de maior valor agregado”, disse o governador, acrescentando:
“E a gente precisa obviamente sentar na mesa, deixar de lado as questões ideológicas, deixar de lado as questões políticas, deixar de lado o revanchismo, as narrativas e trabalhar.”
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Comentários (4)
Eliane ☆
17.07.2025 17:28Repito:Fique por aí, para o bem de São Paulo.
Ita
17.07.2025 15:26Concordo com o BolsonaRÃO: "mais útil lá fora"e de preferência só fritando hamburger.
Fabio B
17.07.2025 14:04Bem desse clã de vagabundos mesmo, tentar enrolar o máximo possível para fugir das consequências.
Joaquim Arino Durán
17.07.2025 13:35Se voltar, podem dividir a cela.