Lula vai insistir em indicar o sucessor de Barroso no STF?
Como presidente da República, o petista tem a prerrogativa de fazer a indicação de ministros do STF
Apesar da derrota no Senado, que barrou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula (PT) sinalizou a aliados que não abrirá mão da prerrogativa de indicar o sucessor de Luís Roberto Barroso no STF.
Segundo o G1, a expectativa de pessoas próximas ao petista é que ele escolha um novo nome para a Corte nas próximas semanas.
Após a rejeição de Messias pelo Senado, Lula se reuniu na noite de quarta-feira, 29, com os ministros José Guimarães, de Relações Institucionais, e José Múcio, da Defesa, além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no Palácio da Alvorada.
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Lula indicou Messias ao STF em novembro do ano passado, na vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, mas a mensagem presidencial com a indicação só chegou ao Senado em 1º de abril deste ano.
O governo federal demorou quatro meses para enviar a indicação ao Senado, após a publicação dela no Diário Oficial da União. O Executivo aproveitou o tempo para tentar uma maior aceitação do nome de Messias entre os senadores. Ainda assim, o indicado enfrentou bastante resistência.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), preferia que o petista tivesse indicado o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Como mostramos, nas conversas com senadores na manhã desta quarta, Alcolumbre liberou seus aliados a votar contra a indicação de Jorge Messias.
O presidente do Senado se demonstrou extremamente incomodado com movimentos protagonizados por Messias e alguns de seus aliados, como o ministro do Supremo André Mendonça. O parlamentar se irritou com o vazamento da informação sobre o encontro secreto tido entre ele e Messias na residência do ministro Cristiano Zanin na semana passada. Para Alcolumbre, teria sido o próprio Messias o responsável pelo vazamento da informação.
Outro movimento que incomodou o parlamentar amapaense foi a pressão de pastores evangélicos aos demais senadores. Esse movimento entre os evangélicos é liberado por André Mendonça. Para Alcolumbre, o ministro do STF tentava emplacar o aliado como forma de vingança pelo tempo em que ele, Mendonça, precisou esperar para ser sabatinado.
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