Lula justifica ausência na Marcha para Jesus com a pior desculpa possível
"Eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada", disse o petista ao organizador do evento
Lula (foto) não compareceu, mais uma vez, à Marcha para Jesus. O petista nunca foi ao evento evangélico, aliás, cuja criação foi sancionada por ele mesmo, em 2009. Coube, de novo, ao advogado-geral da União, Jorge Messias, representá-lo na festa religiosa.
Após participar do evento, Messias publicou em suas redes sociais um vídeo que registra conversa por telefone entre Lula e o apóstolo Estevam Hernandes, organizador da Marcha.
Na conversa, Lula justificou a ausência na Marcha com a pior desculpa possível.
“Eu vou lhe contar por que eu não vou, viu? Eu não participo de nada religioso em época de eleição, porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse o petista.
Mas o país não está oficialmente em época de eleição. Além disso, no ano passado, quando não havia eleição, Lula também não foi à Marcha, e se justificou alegando “compromissos do governo”.
Aliás, o petista foi representado por Messias pela quarta vez no evento deste ano.
Território hostil
O fato é que Lula está em território hostil em ambiente evangélico, e, até por isso, ao contrário do que disse ao apóstolo, participou de várias solenidades religiosas ao longo de seu terceiro mandato.
Em dezembro de 2025, ele assinou um decreto que estabelece diretrizes para a valorização da música e outros elementos da cultura gospel no país.
Em outubro de 2024, o petista já tinha participado de cerimônia religiosa ao sancionar o projeto de lei que criou o Dia Nacional da Música Gospel.
Ao longo do terceiro mandato, Lula incorporou menções a Deus e a milagres em seus discursos.
A primeira-dama Janja também atuou para tentar aproximar o marido de mulheres evangélicas.
Rezando por votos
Mas o pior é que o petista participou, sim, de ao menos um evento religioso na campanha presidencial de 2022, quando disputava terreno palmo a palmo contra Jair Bolsonaro.
Foi em outubro de 2022, quando sua campanha divulgou uma Carta compromisso com evangélicos, na qual ele garantia que, caso eleito, defenderia as liberdades de culto e as estruturas familiares. Na ocasião, ele participou de orações.
Talvez seja por desculpas esfarrapadas como essa para justificar mais uma ausência na Marcha Para Jesus que Lula tenha tanta dificuldade para cativar o eleitorado evangélico.
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