Líder do PSOL reclama de prisão de MC Poze: “criminalização da cultura de favela”
Talíria Petrone acusa repressão cultural; para Amanda Vettorazzo, prisão confirma vínculo entre música e crime
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 29, que a prisão do funkeiro MC Poze do Rodo representa “mais um capítulo da criminalização da cultura de favela”.
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar declarou: “O Estado abandona esses territórios, nega direitos e ainda persegue quem canta a realidade. Funk não é crime. MC não é bandido.”
O artista, cujo nome é Marlon Brandon Coelho Couto Silva, foi preso em sua residência, no Recreio dos Bandeirantes, acusado de apologia ao crime e envolvimento com o Comando Vermelho.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Poze realizava shows em áreas controladas pela facção, com presença de traficantes armados e financiamento do tráfico de drogas.
Talíria, que é líder do PSOL na Câmara, também criticou a atuação policial: “Ao invés de perseguir fazedores de cultura, a polícia deveria investigar e responsabilizar quem financia o crime, inclusive a milícia.”
A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil), do MBL, que em janeiro propôs a “Lei Anti-Oruam” para impedir o uso de dinheiro público em shows com apologia ao crime, comentou a prisão: “Poze do Rodo preso. Finalmente descobriram o óbvio: esses rappers e MCs servem apenas para lavar dinheiro do tráfico. Que seja o primeiro de muitos.”
O contraste entre as declarações evidencia a divisão política sobre o papel da cultura de periferia no combate ao crime organizado.
O tema é discutido em artigo publicado na revista Crusoé, que analisa a postura da esquerda frente à criminalidade e critica a relativização de ações violentas em nome de causas sociais.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (4)
Fabio B
30.05.2025 05:50Direito Penal do inimigo precisa ser aplicado a faccionados, incluindo a esses que apoiam o poder paralelo.
Ana Maria
29.05.2025 15:46Nao tem outra opcao
Ana Maria
29.05.2025 15:45Favela nao tinha nem que existir. Quem reverencia favela nao mora em uma ou se ja morou deu no pé na primeira chance. Mora em favela quem
Denise Pereira da Silva
29.05.2025 11:07Vá morar em alguma favela, deputada. Sinta na pele como é bom morar lá e ser obrigada a servir ao tráfico. Quem sabe assim você redefina o seu conceito de “cultura”.