Líder do governo na Câmara sai em defesa de Jaques Wagner após crítica de Gleisi
Por outro lado, Guimarães disse que faltou conversa prévia de Wagner com Gleisi sobre acordo de procedimento para PL da Dosimetria
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa nesta quinta-feira, 18, do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), diante da crítica da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, à condução do PL da Dosimetria pelo senador na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Segundo Gleisi, “a condução desse tema pela liderança do governo no Senado na CCJ foi um erro lamentável, contrariando a orientação do governo que desde o início foi contrária à proposta”.
Guimarães disse em conversa com jornalistas, porém, que “não merece essa pauleira toda que estão fazendo, como se o Jaques Wagner tivesse votado a favor do projeto“.
Por outro lado, o petista falou também que faltou uma conversa prévia do senador com o Palácio do Planalto sobre o acordo de procedimento a respeito do projeto de lei que ele [Wagner] fechou.
“O que ele fez foi um acordo de procedimento na CCJ. Não foi acordo de conteúdo. Nessas horas você tem que sentar e conversar, e me parece que faltou esse diálogo entre a ministra e ele, e deu esse quiprocó todo que teve aí ontem. O governo, para atuar bem, tem que ter sintonia entre aquele que segura o piano aqui dentro e aquele que está lá no Palácio fazendo as construção. Não pode ficar dissociado. Tem que ter sintonia fina”, pontuou Guimarães.
“O pessoal da assessoria que está aqui sabe: eu falo dez vezes por dia com a Gleisi. Claro que temos a autonomia para atuar aqui dentro, mas, enfim. Então, acho que aconteceu isso. Faltou esse diálogo preliminar. Até porque tinha reunião ministerial ontem, e o Jaques Wagner estava lá comigo”.
O projeto de lei foi aprovado pela CCJ e, depois, pelo plenário do Senado. Agora, seguirá para sanção presidencial. O texto reduz penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Guimarães, porém, não quis confirmar nesta quinta que Lula vai vetar a proposta.
“Se vai vetar ou não, isso é tarefa do presidente. Eu não gosto de ser intérprete do pensamento alheio. As pessoas se antecipam ‘vai fazer isso, vai fazer aquilo’. Eu não sei. Ele tem dado sinais de que veta, mas ele não anunciou nenhuma posição sobre isso”, declarou.
“Não sei qual vai ser a posição do presidente, mas os sinais que são dados é de que vetará. Mas eu também não vou anunciar isso, porque senão eu vou ser intérprete do pensamento alheio ou da subjetividade da política. Ele tem que resolver se vai vetar ou não. Como é que os partidos vão se posicionar [sobre um eventual veto]? Eu acho que cada dia com a sua agonia. Não estou preocupado com isso agora, não”, pontuou também.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)