Jordy comenta estratégia de Paes no RJ: “Famoso tiro pela culatra”
Coligação do ex-prefeito pediu a anulação dos votos de Anthony Garotinho para tentar ganhar no primeiro turno
O senador eleito Carlos Jordy (PL) afirmou nesta segunda-feira, 5, que a estratégia da coligação encabeçada por Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro para tentar ganhar no primeiro turno foi o “famoso tiro pela culatra”.
“E a coligação do Eduardo Paes e Lula que, no início da campanha, entrou com pedido de anulação dos votos do Garotinho para tentar ganhar no 1° turno e agora pode perder no 1° turno?! O famoso tiro pela culatra! Eu falei que Paes sairia traumatizado dessa eleição!”, escreveu o deputado no X.
Paes e o caso Garotinho
Antes do primeiro turno, a coligação de Eduardo Paes solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a confirmação do indeferimento da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos).
Por decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, os votos obtidos por Garotinho seriam classificados como “anulados sub judice”.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou no domingo, 4, que os votos fossem considerados no cálculo dos percentuais dos candidatos ao governo do Rio.
“Os votos dados à candidatura de Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro serão considerados no cálculo dos percentuais obtidos por cada concorrente ao pleito majoritário, até que seja proferida decisão colegiada pelo Tribunal Superior Eleitoral”, determinou Nunes Marques.
Segundo turno
A decisão, no entanto, pode interferir na definição sobre a realização de segundo turno no Rio.
Isso porque Douglas Ruas (PL) teve 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Eduardo Paes (PSD).
Caso os votos de Garotinho sejam anulados, Douglas Ruas pode superar 50% dos votos válidos e ser considerado vencedor no primeiro turno.
O presidente do TSE disse que a validade definitiva dos votos continua condicionada ao julgamento do registro da candidatura de Garotinho.
“A decisão impugnada não altera, portanto, a apuração em curso”, afirmou.
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