IOF: Líderes discutirão possibilidade de votar derrubada do decreto, diz Zucco
A Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira a urgência de um projeto para sustar decreto do governo sobre aumento do IOF
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), disse nesta terça-feira, 17, que os líderes da Casa vão discutir, em reunião na quarta-feira, 18, a possibilidade de pautar no plenário o mérito do projeto que derruba o último decreto do governo a respeito do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A oposição se reuniu na manhã desta terça com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e esse foi um dos temas abordados.
“A questão do IOF é uma coisa muito pontual. Não existe um projeto de desenvolvimento por parte deste governo. Existe um confisco, uma arrecadação, sem nenhum tipo de análise de corte de gastos. Sobre essa pauta do IOF, ficou acordado que hoje teremos uma conversa informal, mas que amanhã teremos uma reunião, provocada justamente pela votação de ontem, com os líderes, visando inclusive a possibilidade pautarmos o mérito desse PDL“, falou Zucco, em entrevista a jornalistas, após o encontro com Motta.
“Então, na questão que se trata ao IOF, foi muito boa, escutamos por parte do presidente que a resposta no plenário já diz o que o Congresso pensa sobre aumento de impostos. Não vamos permitir mais nenhum tipo de ação nesse sentido. Vamos conversar hoje com os líderes, mas amanhã, de uma forma organizada, nessa reunião que será convocada pelo presidente, também irá ser pauta esta questão do resultado da urgência do IOF“, acrescentou.
Na noite de segunda-feira, 16, o plenário da Câmara aprovou, por 346 votos a 97, um requerimento de urgência para o projeto que suspende a alta no IOF.
A aprovação representa a maior derrota para o Palácio do Planalto em 2025. Desde a semana passada, representantes do governo tentavam convencer parlamentares a sequer analisar o pedido de urgência da matéria.
Até mesmo deputados da base governista, de siglas como o PDT, PSD e União Brasil, votaram a favor da urgência.
Nem mesmo a intensificação na liberação de emendas parlamentares foi o suficiente para arrefecer o ânimo dos deputados. Antes mesmo da sessão, Hugo Motta já dava sinais do descontentamento dos parlamentares.
Motta reforçou que na Câmara e nos partidos há um “esgotamento” com medidas que busquem equilibrar as contas públicas apenas com aumento de impostos. “O governo é sabedor dessa insatisfação”.
A aprovação da urgência permite que o projeto de decreto legislativo seja analisado diretamente no plenário, sem passar por comissões.
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