“Inação da PGR fica mais grave a cada revelação”, diz TI Brasil sobre contrato
Viviane de Moraes enviou por WhatsApp a Daniel Vorcaro a minuta do contrato de honorários no valor de 129 milhões de reais
A ONG anticorrupção Transparência Internacional – Brasil acusou a Procuradoria-Geral da República (PGR) de “inação“, ao comentar a revelação de que a advogada Viviane Barci de Moraes enviou por WhatsApp ao banqueiro Daniel Vorcaro a minuta do contrato de honorários no valor de 129 milhões de reais para a prestação de serviços jurídicos ao Banco Master.
Viviane é a esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, Vorcaro está preso preventivamente, investigado por fraudes financeiras envolvendo o Master.
“O grau de informalidade com que se tramitou um contrato de 129 milhões de reais é estarrecedor e só aumenta as suspeitas – que já eram mais que suficientes para a abertura de uma investigação própria. A inação da PGR se torna mais grave a cada nova revelação“, escreveu a Transparência Internacional – Brasil no X, nesta quinta-feira, 2.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, em 17 de janeiro de 2024, Viviane, sócia do escritório Barci de Moraes Advogados, escreveu a Vorcaro: “Bom dia! Segue a minuta do contrato. Abraço”. Em seguida, a esposa de Moraes anexou o documento.
Cinco dias depois, Vorcaro respondeu: “Oi, tudo bem? Como podemos proceder na assinatura? Prefere eletronicamente ou mando as vias físicas assinadas?”.
Honorários advocatícios
Os diálogos foram extraídos pela Polícia Federal do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
As mensagens foram anexadas ao inquérito que investiga o vazamento de informações sobre a família de Alexandre de Moraes.
Dados da Receita Federal encaminhados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado apontam que o Banco Master transferiu mais de 80 milhões de reais ao escritório de Viviane Barci de Moraes entre 2024 e 2025, sob a rubrica de honorários advocatícios e consultoria.
Segundo a investigação, os repasses teriam sido interrompidos após a prisão de Vorcaro e a liquidação do Banco Master.
De acordo com informações divulgadas pelo escritório Barci de Moraes Advogados, uma equipe de 15 pessoas foi responsável por elaborar, revisar e implementar normas internas do banco, incluindo a criação de um novo código de ética.
Parte dos serviços também envolveu a revisão de políticas já existentes.
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Comentários (2)
Clayton de Souza Pontes
03.07.2026 12:59O compadrio entre PGR e os demais poderes enfraquece essa fórmula de nomeação do PGR, principalmente, que faz jus ao apelido de engavetador geral da república
MARCOS
02.07.2026 17:43A ÚNICA CAMPAINHA QUE ACORDA O PGR SE CHAMA XANDÃO.