Governo Lula “precisa deixar claro que não compactua com terrorismo”, diz Sóstenes
Deputado critica elogios do Hezbollah a Lula e diz que Brasil não pode permitir exaltação de organizações extremistas
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), cobrou nesta sexta-feira, 30, uma manifestação do governo Lula (PT) após o grupo terrorista libanês Hezbollah parabenizar o presidente brasileiro pela reeleição.
Para o parlamentar, o Brasil deve deixar claro que “não compactua com o terrorismo, independentemente de ideologia ou conveniência política”.
O Hezbollah publicou na quarta-feira um comunicado parabenizando Lula pela vitória na eleição.
“O Hezbollah estende suas mais calorosas felicitações a Sua Excelência o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião de sua vitória nas eleições presidenciais e da renovação da confiança do povo brasileiro nele, refletindo sua vontade e escolhas democráticas”, inicia o comunicado.
“O Hezbollah parabeniza o presidente Lula por sua vitória e elogia seu apoio às causas justas dos povos e ao seu direito à liberdade e à autodeterminação, em particular à causa palestina, sua oposição à hegemonia americana e sua postura honrosa na condenação da guerra genocida perpetrada pelo inimigo sionista contra o povo palestino”, prossegue.
“O Hezbollah vê a renovada confiança do povo brasileiro no presidente Lula como uma confirmação de seu compromisso com suas escolhas nacionais independentes, livres de hegemonia e imposições externas”.
Sóstenes reagiu à manifestação por meio de publicação no X.
“O Hezbollah, organização terrorista libanesa financiada e apoiada pelo regime iraniano, enviou uma mensagem parabenizando Lula por sua reeleição. E não foi apenas uma saudação diplomática. O grupo elogiou as posições de Lula contra Israel, suas críticas à influência dos Estados Unidos e sua postura diante dos conflitos no Oriente Médio”, escreveu.
“Estamos falando de uma organização com histórico de atentados, ataques contra Israel e envolvimento em conflitos armados, classificada como terrorista por países como Estados Unidos, Israel e Reino Unido. É profundamente preocupante ver um grupo com esse histórico celebrar os rumos da política externa brasileira”.
Nas palavras de Sóstenes, “defender o povo palestino é uma coisa. Outra, completamente diferente, é permitir que organizações extremistas encontrem motivos para exaltar o posicionamento internacional do Brasil. O regime Lula precisa deixar claro que o nosso país não compactua com o terrorismo, independentemente de ideologia ou conveniência política“.
Ele pontua ainda que “o Brasil deve ser reconhecido pela defesa da liberdade, da democracia e da paz. Jamais pela comemoração de organizações terroristas”. “Minha posição é clara: terrorismo não se relativiza, não se justifica e não se tolera!”.
A Constituição de 1988 estabelece que um dos princípios pelos quais o Brasil se rege nas suas relações internacionais é o repúdio ao terrorismo.
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