Governo Lula em defesa do Pix após investigação dos EUA
Publicação no perfil oficial ironiza investigação aberta pelo governo Trump em que inclui o sistema de pagamento entre práticas supostamente desleais
O governo Lula (PT) publicou no perfil oficial gov.br nesta quarta-feira, 16, uma peça publicitária em defesa do sistema de pagamento instantâneos, o Pix, com ironias à abertura de uma investigação comercial pelos Estados Unidos, com base nos termos da ‘Seção 301’.
A postagem faz referência a um documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) que aponta Pix como um dos alvos da ação por supostas práticas desleais:
“O Pix é nosso, my friend”, diz a frase contida na imagem.
Na legenda, o governo brasileiro repete o discurso de soberania nacional e destaca o sucesso do sistema de pagamento entre os brasileiros:
“O PIX é do Brasil e dos brasileiros! BR
Parece que nosso PIX vem causando um ciúme danado lá fora, viu? Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema Segura, Sigiloso e Sem taxas.
Só que o Brasil é o quê? Soberano. E tem muito orgulho dos mais de 175 milhões de usuários do PIX, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros.
Nada de mexer com o que tá funcionando, ok?”, diz a legenda.
O relatório dos EUA coloca o Pix entre os alvos da investigação. Segundo o documento, o sistema usado pelos brasileiros prejudica a competitividade de empresas americanas como Google Pay e Apple Pay.
‘Seção 301’
Como mostramos, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), chefiado por Jamieson Greer, deu início a uma investigação sobre o Brasil nos termos da Seção 301 na Lei de Comércio de 1974.
A medida determinada pelo presidente Donald Trump, em carta enviada a Lula, apura se atos, políticas ou práticas do governo brasileiro “relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, interferência anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, e desmatamento ilegal” são prejudiciais ao comércio americano.
Greer afirmou que o escritório identificou “práticas desleais do Brasil” que “restringem a capacidade dos americanos” de acessar o mercado brasileiro há décadas.
“Sob a orientação do Presidente Trump, estou iniciando uma investigação nos termos da Seção 301 sobre os ataques do Brasil às empresas americanas de mídia social, bem como outras práticas comerciais desleais que prejudicam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores tecnológicos americanos”
“O USTR detalhou as práticas comerciais desleais do Brasil que restringem a capacidade dos exportadores americanos de acessar seu mercado há décadas no Relatório Nacional de Estimativa de Comércio (NTE) anual.
Após consultar outras agências governamentais, assessores credenciados e o Congresso, determinei que as barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil merecem uma investigação completa e, potencialmente, uma ação corretiva“, destacou Greer.
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