Gleisi garante: “Lula lidera um governo de coalizão”
Ministra de Relações Institucionais rebate mais um editorial com críticas a Lula, enquanto deveria estar cuidando das articulações do governo
Ao rebater mais um editorial com críticas a Lula, enquanto deveria estar cuidando das articulações do governo no Congresso, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, garantiu que o presidente “lidera um governo de coalizão”.
“Editorial da Folha de S.Paulo parece inconformado com os resultados positivos do governo do presidente Lula. Na falta de argumentos contra a retomada do crescimento, o menor desemprego da história, com inflação também caminhando para ser a menor desde o Plano Real, com o começo da justiça tributária, entre outros, ataca Lula por exercer sua prerrogativa de nomear ministros. Ao contrário do que diz o editorial, Lula lidera sim um governo de coalizão com as forças que o apoiaram em 2022. O que ele não fez foi trair o compromisso com a maioria da população que o elegeu para mudar o país. E é por isso mesmo que lidera as pesquisas presidenciais, apesar da contrariedade dos editoriais da Folha”, escreveu a petista no X na quinta-feira, 23.
Governo de coalizão?
Embora Gleisi insista no governo de coalizão, União Brasil e Progressistas (PP) anunciaram o desembarque do governo Lula em 2 de setembro.
A bancada do PDT na Câmara dos Deputados decidiu deixar o governo em 6 de maio e atuar como independente após a exoneração do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, do Ministério da Previdência Social.
Em junho, PRD e Solidariedade, ao formarem uma federação, também decidiram se afastar de Lula.
Tributação de investimentos
A Câmara dos Deputados aprovou, em 8 de outubro, por 251 votos a 193, um requerimento para retirar da pauta da sessão deliberativa a Medida Provisória de tributação de investimentos.
A MP tentava viabilizar uma recalibragem do decreto de maio que havia elevado alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Sem ela, o governo deixará de arrecadar 31,4 bilhões de reais em 2025 e 2026.
Leia também: “O último apaga a luz”, diz Nikolas após PDT deixar governo
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Comentários (1)
ROGERIO BANDEIRA DE GOUVEA MACHADO
24.10.2025 15:39Só na cabeça dessa energumena