Galípolo indica delegado da PF para assumir comando do Coaf
Ricardo Andrade Saadi vai assumir presidência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras no próximo dia 1º de julho
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, indicou Ricardo Andrade Saadi, delegado da Polícia Federal (PF), para o comando do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O BC informou nesta quinta-feira, 19, que Saadi assumirá a presidência do Coaf no dia 1º de julho, substituindo Ricardo Liáo, que esteve no posto desde agosto de 2019 e deixa o órgão a pedido.
O BC afirma que Ricardo Andrade Saadi tem “atuação destacada” no combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à corrupção. Ele já foi conselheiro do Coaf e atualmente é diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção na PF.
“Sua larga experiência contribuirá para a missão do Coaf de produzir inteligência financeira e de supervisionar os setores econômicos sob competência do órgão para proteção da sociedade contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa”, acrescenta a nota.
Ele foi superintendente da PF no Rio de Janeiro entre abril de 2018 e agosto de 2019. Sua saída ocorreu em meio às acusações de interferência política na PF do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao exonerar Saadi, Bolsonaro alegou “problemas de produtividade”. Durante o governo Dilma Rousseff (PT), Saadi comandou o DRCI, departamento encarregado da recuperação de ativos e cooperação jurídica internacional, vinculado ao Ministério da Justiça.
“O Presidente do Banco Central do Brasil agradece a Ricardo Liáo, servidor aposentado dessa casa, pelos serviços prestados, reconhecendo e valorizando todo o empenho, dedicação e profissionalismo com que conduziu suas funções ao longo do período em que se dedicou ao Coaf”, pontua a nota do BC desta quinta-feira.
O que é o Coaf?
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras é a Unidade de Inteligência Financeira do Brasil, a autoridade central do sistema de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa, especialmente no recebimento, análise e disseminação de informações de inteligência financeira.
Foi criado pela Lei de Lavagem de Dinheiro, de 1998, e reestruturado pela Lei nº 13.974/2020. O Coaf é vinculado administrativamente ao Banco Central do Brasil, dotado de autonomia técnica e operacional e tem atuação em todo o território brasileiro.
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