Foragidos de operação contra PCC são incluídos em lista da Interpol
Entre eles estão Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, ambos com papel central no esquema
A Interpol incluiu na difusão vermelha oito foragidos da Operação Carbono Oculto, deflagrada na última quinta-feira, 28, contra o PCC.
Entre os foragidos estão Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, ambos com papel central no esquema.
Promotores do Ministério Público de São Paulo suspeitam que informações sobre a operação tenham vazado, já que alguns investigados deixaram suas casas antes da chegada da polícia.
Ao todo, 1,4 mil agentes cumpriram 200 mandados de busca e apreensão contra 350 alvos. A operação envolveu Polícias Federal e Militar, Receitas Estadual e Federal e promotores do MP-SP.
Movimentação financeira do esquema
Apenas na região da Faria Lima foram 42 alvos, entre fintechs, corretoras e fundos de investimento. A organização criminosa ligada ao PCC teria movimentado cerca de R$ 52 bilhões, e utilizou 40 fundos para blindar os recursos.
Roberto Augusto Leme da Silva, “Beto Louco”, gerente da Copape e da distribuidora Aster, é apontado como co-líder do grupo. Segundo a investigação, empresas do grupo inflavam artificialmente preços de insumos entre Copape e Aster para sonegar impostos e obter créditos tributários indevidos.
Após a cassação da licença da Aster, o esquema teria continuado por meio da Duvale, de Jardinópolis, e de uma rede de empresas laranja, usadas para ocultar a posição societária de Leme da Silva.
Diferentemente de Mourad, “Beto Louco” é classificado como “associado e profissional cooptado” e não é vinculado diretamente ao PCC.
Mourad
Mohamad Hussein Mourad é considerado um dos principais operadores, com envolvimento em fraudes fiscais, contábeis, estelionato e lavagem de dinheiro, segundo a investigação. Ele administra uma complexa rede de empresas, incluindo usinas sucroalcooleiras, transportadoras, redes de postos de combustíveis e padarias, usada para ocultar a origem e destino de recursos ilícitos.
Mourad já havia sido alvo da Operação Cassiopeia, que identificou vínculos com o PCC. Para driblar a fiscalização, ele passou a constituir empresas em nome de laranjas, usando CNPJs duplicados e inconsistências contábeis, sinais de lavagem de capitais.
Operação contra PCC
A megaoperação cumpriu apenas seis dos 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Entre os detidos estão João Chaves Melchior, ex-policial civil; empresários do setor de combustíveis como Ítalo Belon Neto e Thiago Augusto de Carvalho Ramos; Rafael Bronzatti Belon, dono da Tycoon Technology e do banco digital Zeit Bank; Gerson Lemes e Rafael Renard Gineste, sócio da F2 Holding Investimentos.
A força-tarefa mobilizou mais de 1.400 agentes do MP-SP, MPF, PF, Polícias Civil e Militar, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, ANP e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.
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Comentários (2)
Junior
01.09.2025 05:44É só chegar na bost4 do STF, que eles aliviam os seus comparsas a troco de uma boa graninha
Marcia Elizabeth Brunetti
31.08.2025 20:09Me dá uma impressão que esta operação vai ter um final como a LAVA-JATO. Quando chegar nos "grandes" as histórias vão mudar, os juízes serão comprados, ou já estão envolvidos no caso, e assim por diante. Torço para minha opinião estar errada.