Operação contra PCC cumpre menos da metade dos mandados de prisão expedidos
O diretor-geral a Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prometeu investigar se houver indício de vazamento
A megaoperação da Polícia Federal de combate ao esquema de fraudes e lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis cumpriu nesta quinta-feira, 28, apenas seis dos 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.
Segundo a PF, alguns alvos fugiram antes da chegada dos agentes.
O diretor-geral a Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prometeu investigar se houver indício de vazamento.
“De fato merece atenção, acabamos de prender mais uma pessoa, são seis presos agora, em Santa Catarina. Mas, de fato, eram 14 mandados. Prendemos seis e a equipe que deu cumprimento vai reportar isso para a nossa base. Se houver indício de vazamento, nós vamos investigar”, afirmou.
Foram presos:
- João Chaves Melchior, ex-policial civil;
- Ítalo Belon Neto, empresário do setor de combustíveis;
- Rafael Bronzatti Belon, dono da empresa de serviços financeiros Tycoon Technology e do banco digital Zeit Bank;
- Gerson Lemes;
- Thiago Augusto de Carvalho Ramos, empresário do setor de combustíveis de Curitiba;
- Rafael Renard Gineste, sócio-administrador na F2 Holding Investimentos.
Apontado como “epicentro” do esquema de lavagem de dinheiro do PCC, Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “João”, “Primo” ou “Jumbo”, segue com mandado de prisão em aberto.
A força-tarefa mobilizou mais de 1.400 agentes do Ministério Público de São Paulo, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.
Operação Carbono Oculto
Batizada de Carbono Oculto, a megaoperação foi deflagrada para desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro articulado pelo PCC no setor de combustíveis.
Estão na mira dos investigadores várias empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição, além de postos de combustíveis.
Segundo a Receita Federal, o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
Ao todo, 42 alvos foram localizados em cinco endereços na avenida Faria Lima, em São Paulo.
Pelo menos 40 fundos de investimento (multimercado e imobiliários) eram controlados pelo Primeiro Comando da Capital.
Mais de 1 bilhão de reais em bens foram bloqueados.
Leia mais: Operação contra PCC usou “mesma estratégia da Lava Jato”, diz Moro
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Comentários (2)
Junior
29.08.2025 05:38Infelizmente isso não vão dar em nada
ARI MESQUITA PAIVA
28.08.2025 16:50Como diria o Boris Casoy: " Isto é uma vergonha!!!"