Flávio deve prestar depoimento à PF em inquérito sobre calúnia contra Lula
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, corporação marcou a oitiva para a tarde desta terça-feira
O senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deve prestar depoimento à Polícia Federal (PF), a partir das 14h nesta terça-feira, 28, no inquérito que investiga se o parlamentar cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula (PT).
A data e o horário foram marcados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão proferida no último dia 17 de julho.
Segundo o magistrado, foi dada a Flávio a oportunidade de indicar data e horário para a realização de sua oitiva. Porém, transcorrido o prazo concedido, não houve qualquer manifestação do investigado no sentido de viabilizar o ato.
“A defesa do investigado, limitou-se a solicitar à autoridade policial ‘a renovação do prazo para a realização da oitiva do Senador FLÁVIO BOLSONARO e a disponibilização de novas datas, com antecedência razoável, para o agendamento da diligência’, sem apresentar, contudo, qualquer comprovante da impossibilidade de agendamento no período disponibilizado”, pontua Moraes.
O inquérito foi aberto por Moraes em abril, a partir de representação da Polícia Federal e parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A representação foi instruída com requisição do Ministro da Justiça e Segurança Pública.
Ela indica que Flávio, em 3 de janeiro deste ano, em sua conta no X, fez publicação que associa imagens do então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Lula, acompanhada do texto: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.
Em relatório final sobre o caso enviado ao STF em 26 de junho, a PF concluiu que Flávio caluniou Lula. Entretanto, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se, depois, “pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado”.
Assim, em 6 de julho, Moraes acolheu a manifestação da PGR e determinou o retorno dos autos à Polícia Federal para que procedesse à oitiva do pré-candidato do PL.
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