Fiscais do PL são levados à PF por suspeita de boca de urna no Rio
Suspeitos teriam tentado direcionar votos para Flávio Bolsonaro em colégio eleitoral na Zona Sul; partido afirma desconhecer os casos
Dois representantes do Partido Liberal (PL) foram conduzidos à Polícia Federal neste domingo, 25, sob suspeita de tentar influenciar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. As ocorrências foram registradas no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Catete, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Segundo relatos sobre os episódios, os dois suspeitos teriam tentado convencer eleitores a votar em Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. A condução dos envolvidos ocorreu por determinação do juiz eleitoral da 16ª Zona Eleitoral.
Em nota, a Polícia Militar informou que equipes do 2º Batalhão de Polícia Militar (Botafogo) levaram os dois à Delegacia da Polícia Federal, na Praça Mauá, para prestar esclarecimentos. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.
Mulher é suspeita de captação ilícita de votos e injúria
Um dos casos envolveu uma mulher identificada pela equipe do local de votação como fiscal do PL. Ela foi conduzida à delegacia após reclamações de eleitores e fiscais que estavam no colégio eleitoral.
Segundo os relatos, a mulher teria abordado eleitores para tentar convencê-los a votar em Flávio Bolsonaro. A situação provocou uma discussão com outros fiscais, e ela passou a ser suspeita de captação ilícita de votos e injúria.
Outro detalhe registrado na ocorrência foi o uso de um crachá com a inscrição “delegado”, embora a mulher tenha sido identificada no local como fiscal do partido.
O segundo caso envolveu um homem também apontado como fiscal do PL. Ele é suspeito de tentar direcionar votos para o candidato da legenda e foi levado à Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
PL diz desconhecer os casos
Procurado para comentar as ocorrências, o Partido Liberal afirmou que não tinha conhecimento dos fatos e declarou que esse tipo de prática não faz parte do perfil de sua militância.
Os episódios foram registrados durante o segundo turno da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A condução dos dois suspeitos à Polícia Federal não representa, por si só, uma condenação. As circunstâncias das ocorrências deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.
O que diz a legislação eleitoral
A boca de urna é proibida no dia da eleição. A prática pode envolver abordagens destinadas a convencer eleitores a votar em determinado candidato ou partido, em desacordo com as regras eleitorais.
A legislação, por outro lado, permite a manifestação individual e silenciosa da preferência política, como o uso de camisetas, adesivos e broches, desde que respeitadas as restrições aplicáveis.
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