Filme sobre Bolsonaro será lançado apenas após as eleições, diz distribuidor
Diretor-geral afirmou que seria "uma grande cagada" lançar 'Dark Horse' durante a campanha eleitoral
O diretor-geral da Europa Filmes, Wilson Feitosa, afirmou que o lançamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorrerá apenas após as eleições presidenciais de outubro.
Em entrevista ao Globo, Feitosa afirmou que seria uma “grande cagada” lançar o longa durante a campanha eleitoral. Segundo ele, a decisão foi tomada para evitar que a obra seja explorada politicamente por qualquer um dos lados.
“Eu acho uma grande cagada isso [lançar durante a corrida eleitoral]. Qualquer pessoa, de qualquer lado que esteja, vai achar imoral. O meu acordo com a produtora [Go Up Entertainment] é que eu não lançaria antes das eleições”, disse.
O diretor ressaltou, porém, que ainda não há uma data definida para a estreia.
“Com certeza não será antes de novembro, mas ainda será neste ano, independentemente de quem ganhar. Ninguém vai estar disputando nada, ninguém vai usar essa obra de arte como meio de divulgação política.”
Peça de propaganda política?
Feitosa também negou que “Dark Horse” seja uma peça de propaganda em favor de Bolsonaro ou da eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
“O filme conta uma história que poderia ser de qualquer outra pessoa, mas é um ex-presidente e acabou criando essa polêmica toda. Pra mim, é um filme comum. Qualquer ação [judicial] que vier em cima do filme é de quem o fez, de quem criou. O meu trabalho é apenas distribuir.”
“Eu quero que o filme esteja bem longe de toda essa polêmica, que seja vendido como um filme humano, que seja emocionante. Se, depois de lançado, ele vai dar bônus para alguém politicamente, tô cagando. Não tô nem aí”, acrescentou.
Parlamentares petistas chegaram a tentar impedir a exibição do filme neste ano eleitoral, mas o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, negou o pedido.
A Paris Filmes informou no mês passado que não distribuirá a obra baseada na história da eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018, que esteve envolto em polêmica desde que estava sendo filmado e acabou se tornado um elo entre a família Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
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