Empresário é apontado como responsável por liderar esquema do PCC
Mohamad Hussein Mourad é investigado por chefiar fraudes no setor de combustíveis; Ele se apresentava como CEO de uma empresa
Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “João” ou “Primo”, é apontado pelos investigadores como o responsável por comandar um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis, controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele está com mandado de prisão em aberto.
Segundo o UOL, ele se apresentava como CEO da empresa G8LOG no Linkedin, que seria uma companhia especializada em transporte rodoviário de cargas perigosas como combustível.
“Mohamad Hussein Mourad é o epicentro das operações, com seus familiares e associados desempenhando papéis cruciais. Sua rede de Mohamed é extensa e inclui familiares, sócios, administradores e profissionais cooptados”, afirma o juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, em trecho da decisão judicial que desencadeou a megaoperação nacional realizada nesta quinta, 28.
Nas redes sociais, Mohamed dizia ser consultor do grupo Copape, responsável pela gasolina formulada a partir de derivados de petróleo.
As investigações apontaram que o homem teria usado a Copape e Aster, uma distribuidora de combustíveis, para fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.
O grupo inflava os valores entre as duas empresas para sonegar impostos e obter créditos ilegais.
Em janeiro, Mohamed disse que a Copape foi fechada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) justamente por associação ao PCC.
A irmã de Mohamed, Amine Mourad, controla a rede de conveniências Empório Express, que conta com mais de 160 unidades. Ela também é responsável pela Sudeste Terminais, que assumiu as operações da Copape após ela ser cassada.
Já o irmão, Armando Mourad, é presidente da Safra Distribuidora de Petróleo e comanda outras empresas do setor, entre elas a Monroy West Energy. A última empresa teria sido criada para contornar a suspensão da Copape.
Outros primos dele foram apontados como participantes do esquema para proteger patrimônio e lavar dinheiro.
Operação Carbono Oculto
Batizada de Carbono Oculto, a megaoperação foi deflagrada para desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro articulado pelo PCC no setor de combustíveis.
Estão na mira dos investigadores várias empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição, além de postos de combustíveis.
Segundo a Receita Federal, o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
Ao todo, 42 alvos foram localizados em cinco endereços na avenida Faria Lima, em São Paulo.
Pelo menos 40 fundos de investimento (multimercado e imobiliários) eram controlados pelo Primeiro Comando da Capital.
Mais de 1 bilhão de reais em bens foram bloqueados.
Leia mais: Operação contra PCC usou “mesma estratégia da Lava Jato”, diz Moro
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Comentários (1)
Reca
29.08.2025 09:26Vixi! De onde veio esse sujeito?