Emprego formal cresce em SP; mais mulheres são contratadas
Estado responde por mais de um quarto das vagas com carteira assinada do país, enquanto contratação entre 18 e 24 anos encolhe
O mercado de trabalho formal paulista fechou 2025 com 16,2 milhões de vagas ocupadas, número que representa 27% de todo o contingente de empregos com carteira assinada no Brasil. O avanço de 2,3% frente ao ano anterior escondeu, porém, uma retração pontual: trabalhadores entre 18 e 24 anos foram o único grupo etário a perder postos no período.
Entre 2024 e 2025, o estado abriu cerca de 357 mil novas vagas formais. A iniciativa privada respondeu pela maior fatia, com 267 mil contratações, enquanto o setor público somou pouco mais de 91 mil admissões.
A mão de obra feminina concentrou a maior parte desse crescimento. Do total de postos criados, 234 mil foram preenchidos por mulheres — dois terços do saldo geral —, sobretudo nas faixas etárias acima dos 40 anos. Com isso, a presença feminina no conjunto dos empregos formais avançou de 45,9% para 46,4% de um ano para outro.
Segundo a Fundação Seade, que baseou o levantamento na Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego, o reajuste salarial ficou restrito a um recorte específico: ocorreu somente no funcionalismo público e alcançou apenas profissionais com ensino superior completo, mestrado ou doutorado.
Jovens e homens adultos perdem vagas
Entre os jovens, o número diminuiu. O grupo de 18 a 24 anos registrou fechamento de 22 mil postos de trabalho, movimento oposto ao observado no restante do mercado paulista. Entre os homens, a queda também atingiu as faixas de 25 a 29 anos e de 30 a 39 anos.
Essas mudanças reconfiguraram o perfil etário da força de trabalho formal no estado. A fatia de empregados entre 18 e 39 anos diminuiu, ao passo que cresceu a proporção de trabalhadores com 40 anos ou mais no total de vínculos ativos registrados em 2025.
Quanto à remuneração, o salário médio masculino cresceu 0,6%, para R$ 5.400, enquanto o das mulheres subiu 0,3%, para R$ 4.500, conforme os dados da Seade.
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