Eduardo chama Dino de “comunista totalitário” após operação contra Valdemar
Ex-parlamentar defende presidente do PL e diz que indicação de emendas é prática comum entre deputados e senadores
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 10, no âmbito da investigação sobre emendas parlamentares. Como noticiamos, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo negou ter recebido pedidos de Valdemar para destinar verbas e afirmou que “a indicação de emendas parlamentares é uma prática do ofício de todos os deputados e senadores, independentemente de partido ou espectro ideológico”.
O ex-parlamentar também criticou Flávio Dino:
“Transformar a mera indicação de emendas em algo criminoso é uma interpretação que só encontra respaldo em uma leitura visivelmente enviesada e política do direito, incompatível com a isenção que se espera do Judiciário — mas completamente esperado de um comunista totalitário, que foi colocado na corte para perseguir os adversários políticos do Lula.”
Segundo a decisão de Flávio Dino, Valdemar é suspeito de ser o verdadeiro responsável por 21 emendas parlamentares, apesar de não exercer mandato.
Do total de R$ 119 milhões atribuídos pela PF ao dirigente do PL, R$ 104 milhões já haviam sido pagos.
Leia também: Flávio defende Valdemar e acusa PF de atuar de “forma seletiva”
Dino manda bloquear R$ 119 milhões
A decisão de Flávio Dino foi tomada no âmbito da investigação sobre emendas parlamentares e trata dos desdobramentos do material coletado pela Operação Transparência, de dezembro de 2025.
Como descreve a Polícia Federal, a “operação centrou suas ações em torno da suspeita Mariângela Fialek, servidora da Câmara dos Deputados que seria a responsável pela organização e encaminhamento das emendas do que se convencionou chamar de orçamento secreto”.
“No caso analisado, um não parlamentar, ex-deputado cassado, presidente de uma importante sigla do Congresso, dispõe dos serviços de Mariângela Fialek e de outros servidores da Câmara dos Deputados para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato. A extração e análise de dados do aparelho de Mariângela Fialek indicam a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual Valdemar Costa Neto, presidente do PL, mas desprovido de mandato, aparece como vetor de definição e remanejamento de emendas”, dizem os investigadores.
Leia mais: PF diz que Valdemar controlava emendas mesmo sem mandato
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Comentários (1)
Fabio
11.07.2026 15:45O fato do Valdemar ser um ladrão recorrente não tem problema algum