“Diálogo com o Itamaraty é irrelevante”, diz Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Deputado do PL é o novo presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e quer priorizar combate ao narcotráfico
O novo presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) da Câmara dos Deputados, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), disse na quarta-feira, 11, a O Antagonista, que o combate ao narcotráfico e ao tráfico humano é um tema que o colegiado vai priorizar em sua gestão. Entram na lista de prioridades ainda a defesa e questões de imigração.
“Tendo projeto, a gente vai atender também a questão de comércio internacional, que, na minha opinião, está muito deficitário. Mas todas essas áreas são prioridades dessa comissão. Por incrível que pareça, temos muito poucos projetos que estão alinhados com esses objetivos. A maioria dos projetos são laterais, são questões ideológicas. Então, a gente fazendo uma limpeza aqui nos projetos, vamos conseguir ser bem expedito este ano”, pontuou.
Entretanto, o parlamentar afirmou que, em sua visão, o diálogo da comissão com o Itamaraty e com o Ministério da Defesa “não é relevante neste momento“. “Porque temos bons projetos aqui que tem que tramitar, que já estão na expectativa não só da opinião pública, mas dos deputados, dos parlamentares, então isso tem que tramitar. Então, qual é a relação com o Itamaraty? Eu até acho que a defesa nacional, assim como a própria diplomacia brasileira, precisa ser reformada”.
Ele prosseguiu: “Só que de dentro não virá essa demanda de reforma. A reforma virá de fora. Nós é que estamos de fora aqui nesse caso. O Legislativo é que vai cobrar deles algumas mudanças. Mas ainda não temos um projeto específico aí para nenhuma dessas duas entidades. Portanto, a gente não precisa dialogar neste momento”.
O deputado reconhece, porém, que as pastas podem ajudar bastante. “Porque muitos dos projetos que a gente quer representar como objetivo tem a ver com os temas precípuos da diplomacia e da defesa. E se eles conseguirem ajudar junto ao governo de não fazer retirada de pauta e uma série de obstruções aqui que a esquerda adora fazer em qualquer tipo de projeto que venha do nosso campo, seria uma boa ajuda. E aí a gente pode talvez começar a dialogar por aí”.
O parlamentar ressalta ainda que o chanceler Mauro Vieira ou o ministro da Defesa, José Múcio, podem ser convocados.
Para Luiz Philippe de Orleans e Bragança, de maneira geral, o posicionamento da diplomacia brasileira no governo Lula (PT) é ruim.
“O governo Lula jogou o Brasil, a diplomacia brasileira, na masmorra. Não temos nem chance de recuperar isso. Uma vez que você se alia a grupos terroristas, a ditadores internacionais, a narcotraficantes de uma maneira tão aberta, tão patente, como é que você reverte isso só com a mudança de governo?”, declarou.
O deputado assumiu a presidência da Credn no último dia 3 de fevereiro. Ele foi eleito para o posto por unanimidade, com 21 votos.
No último dia 28 de janeiro, o Colégio de Líderes da Câmara concordou com uma proposta do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de manter em 2026 a mesma divisão entre os partidos dos comandos das comissões permanentes adotada no ano passado.
Por isso o PL permanece no comando da Credn. No ano passado, o partido presidiu o colegiado com Filipe Barros (PR).
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)