Curta narrado por padre Julio Lancellotti, que retrata santa como trans, estreará no YouTube
O filme, que distorce a tradição católica ao associar santa Marina ao movimento LGBT+ e ao retratá-la como trans, será lançado no You Tube no Dia de Todos os Santos
O filme “São Marino” será lançado em 1º de novembro de 2025, Dia de Todos os Santos, no canal do YouTube da diretora Leide Jacob.
Narrado pelo padre Julio Lancellotti, conhecido por seu ativismo social e político, o curta “resignifica a santa em santo”, retratando Marino como uma pessoa transgênero, utilizando a história para discutir temas contemporâneos como identidade de gênero, discriminação e aceitação na sociedade atual.
A produção gerou polêmica logo após o lançamento do trailer em setembro de 2022, com a Arquidiocese de São Paulo emitindo uma nota crítica, argumentando que o filme distorce a tradição católica ao associar a santa ao movimento LGBT+ e ao retratá-la como trans, o que, segundo eles, não reflete a hagiografia oficial da Igreja.
O padre Lancellotti rebateu as críticas, afirmando que nunca disse que a santa era “LGBT”, mas que o curta usa a narrativa para promover empatia e diálogo sobre questões atuais de pessoas trans.
A obra foi selecionada para festivais, como o 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e está em circulação em mostras independentes.
Quem é Santa Marina?
Santa Marina, o Monge, também conhecida como Marina de Bitínia, Marina de Alexandria ou Marina a Síria é uma santa venerada principalmente pela Igreja Ortodoxa Oriental e, em menor grau, pela Igreja Católica, com festa litúrgica em 17 ou 18 de junho, dependendo da tradição.
De acordo com a tradição, Marina era uma jovem mulher que, para acompanhar o pai viúvo (um cristão devoto) ao mosteiro masculino de Qannoubine (no vale de Qadisha, Líbano), disfarçou-se de homem e adotou o nome de Marinus (ou Marino).
Ela viveu como monge por décadas, dedicando-se à oração, ao trabalho manual e à vida ascética, sem revelar que era mulher.
Marino foi falsamente acusado de engravidar uma jovem da vila próxima (na verdade, a culpa era de um camponês), e suportou humilhações, castigos e exílio do mosteiro por 40 anos, sempre mantendo o silêncio sobre seu “segredo”.
Sua inocência só foi revelada após a morte, quando o abade descobriu seu corpo feminino durante o preparo para o enterro, levando a uma canonização popular e milagres atribuídos a ela, como a conversão de pecadores pela paciência demonstrada.
A narrativa enfatiza temas de humildade, perdão e devoção, comuns na hagiografia cristã antiga, e foi registrada em textos como o Menologion de Basílio II (século X), sinaxários bizantinos e relatos medievais orientais.
Relíquias atribuídas a ela estão preservadas em igrejas como Santa Maria Formosa, em Veneza, e mosteiros libaneses.
Distorção ideológica
Marina/Marino não era uma pessoa transgênero no sentido moderno do termo. O conceito de “trans” é uma construção contemporânea, surgida no século XX com pelos ideólogos de gênero, e não se aplica diretamente a narrativas medievais ou antigas sem anacronismo.
A hagiografia descreve Marina como uma mulher que adotou vestimentas e nome masculinos por motivos religiosos e familiares (para entrar no mosteiro e evitar separação do pai), não por disforia de gênero ou desejo intrínseco de viver como homem.
A Igreja Católica, em fontes oficiais como o site Catholic Online, a descreve como “virgem” que “serviu Deus sob o hábito de monge” e suportou uma calúnia injusta.
Interpretações modernas, especialmente em contextos queer ou de teologia inclusiva, veem a história como um exemplo de fluidez de gênero ou identidade trans (por exemplo, artigos em sites como QSpirit ou The Conversation argumentam que Marino “renunciou à mulheridade” e viveu como homem), mas essas são leituras enviesadas e ideológicas.
A Arquidiocese de São Paulo reforça que a tradição eclesial a vê como uma mulher santa, não como trans, e critica projeções modernas que alteram o contexto original.
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Comentários (4)
Fabio B
08.09.2025 11:22Esse ser asqueroso é o queridinho da esquerda, mesmo a vida inteira dele envolvido em vários casos sexuais dos mais diversos. Dizem que ele gosta de criança, né? Recentemente tem vídeos vazados dele que foram atestados por 2 renomados especialistas quanto a sua veracidade, onde ele se expõe sexualmente para um menor de idade. O caso está no MP a segredo de justiça, e adivinhem? Parado...
Annie
08.09.2025 11:22Misericórdia tinham que afastar esse padre.
Pedro Andrade Bariani
08.09.2025 11:17Nojo de padre pedófilo.
Carlos Renato Cardoso Da Costa
08.09.2025 08:51O exemplo da santa é maravilhoso de sacrifício, resignação e de suportar injúrias e acusações falsas sem vacilar. Essa é uma história que merece ser contada por si só. Mas a perversa vontade de destruir a religião organizada e a fé das pessoas para fazer política tudo distorce. Um padre não poderia nunca se prestar a esse papel.