Cúpula da Câmara pede suspensão do mandato de três deputados
Representações contra Marcos Pollon, Marcel van Hattem e Zé Trovão foram enviadas ao Conselho de Ética, por causa de ocupação
A cúpula da Câmara dos Deputados enviou ao Conselho de Ética da Casa, nesta terça-feira, 23, representações contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), por participação na ocupação da Mesa Diretora no mês passado.
As representações pedem as suspensões dos mandatos dos três parlamentares. No caso de Pollon, por 90 dias, por conduta que se estende a declarações difamatórias contra a presidência da Câmara, e por 30 dias, por obstrução à cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Já no caso de Van Hattem e Zé Trovão, por 30 dias, por terem obstruído a cadeira de Motta.
As representações têm como base o parecer do corregedor Diego Coronel (PSD-BA) proferido na última sexta-feira, 19. O Conselho de Ética agora decidirá, em votação, se suspense os mandatos ou não.
Em seu parecer, Diego Coronel ainda sugeriu censura escrita para todos os deputados denunciados por ocuparem a Mesa Diretora: Pollon, Van Hattem, Zé Trovão, Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marco Feliciano (PL-SP), o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o líder da oposição, Luciano Zucco (PL-RS).
A censura escrita poderá ser aplicada pela cúpula da Câmara. “O papel da Corregedoria é institucional. Atuamos com imparcialidade, analisamos cada conduta de forma individual e cumprimos o nosso compromisso de agilidade, entregando nosso relatório passados 22 dias úteis da representação, ou seja, metade do prazo. Agora, cabe à Mesa decidir sobre as recomendações apresentadas”, pontuou o corregedor.
A ocupação da Mesa Diretora durou de 5 a 6 de agosto. Foi realizada pela oposição em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e para pressionar a Casa a avançar com o projeto de lei da anistia e a PEC do fim do foro privilegiado para parlamentares. A desocupação ocorreu após um acordo ser firmado.
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