Crusoé: Plano Pena Justa não pegou bem, indica pesquisa
Maioria dos brasileiros discorda das propostas do governo Lula e do STF para combater violações de direitos humanos no sistema prisional
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski (foto), lançou em fevereiro, junto com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, um plano para “combater violações de direitos humanos” no sistema prisional brasileiro.
A proposta não pegou bem entre a população brasileira, segundo pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel nesta sexta-feira, 7. A pesquisa consultou 5.710 pessoas, ouvidas de 24 a 27 de fevereiro, sobre cinco itens do plano, e nenhum deles obteve aprovação de mais de 36%.
O item mais bem avaliado foi “cotas de emprego para condenados em regime semiaberto e ex-detentos em licitações públicas”. O apoio de 36% é bem menor do que a objeção de 51%.

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Maioria discorda
O plano para “contabilização do trabalho doméstico para a remição da pena” recebeu o apoio de apenas 31% e a oposição de 57%.
“Enfrentamento ao racismo institucional, incorporando um tratamento diferenciado para negros e grupos vulneráveis na determinação de penas” agradou a 27% e desagradou a 58%.
A “diminuição do uso da pena privativa de liberdade por outros tipos de pena” tem ainda menos apoio, de apenas 18%, contra a oposição de 66%.
Mas o ponto de maior discordância, que recebeu a oposição de 87%, foi “flexibilização e diminuição do uso de tornozeleira eletrônica para condenados em regime semi-aberto”. Apenas 8% concordam com a medida.
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“Quem tem razão?”
CEO da AtlasIntel, Andrei Roman escreveu uma análise sobre os resultados da pesquisa em seu perfil no X.
“A âncora conceitual do plano ‘Pena Justa’ é a ideia de que a leniência penal pode reduzir taxas de encarceramento, diminuir a lotação dos presídios e facilitar a reinserção social dos presos. A pesquisa Atlas divulgada hoje mostra que…
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