Crusoé: O custo Lula
Brasil ainda calcula o tamanho da conta do quarto mandato presidencial do petista. E mais: Está nas mãos do PL e Um cartão laranja para Trump
Duas semanas depois de Lula conquistar seu quarto mandato presidencial, o Brasil segue calculando o custo da inesperada vitória do petista após um terceiro mandato esbanjador e impopular.
O Ibovespa, principal índice da B3, bolsa de valores de São Paulo, caiu por seis dias seguidos, o dólar atingiu sua maior cotação do ano na terça-feira, 3, a 5,4871 reais, e o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central freou a queda na taxa básica de juros, mantida em 13,75%.
O primeiro Relatório Focus, sobre as expectativas do mercado, divulgado após o segundo turno, elevou a estimativa para a inflação de 2027 de 4,34% para 4,76%, acima do teto da meta, que é de 4,5%, e a previsão de crescimento para o próximo ano caiu de 1,31% para 1,2%, enquanto o governo Lula faz mistério sobre a condução da política econômica.
“Nós estamos tratando de um ajuste gradual que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema“, esquivou-se o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O problema é que os compromissos de campanha de Lula mal foram calculados pelo governo, dizem Rodolfo Borges e Guilherme Resck em “O custo Lula”, reportagem de capa da edição desta semana de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “Está nas mãos do PL”, Wilson Lima mostra que o Partido Liberal (PL) tem diante de si uma oportunidade que, anos atrás, parecia impossível: conquistar a Presidência do Senado, colocar um dos seus principais quadros no comando da Casa e finalmente dar seguimento a pelo menos um pedido de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a maior bancada da oposição e uma articulação que começa a avançar para além dos limites do partido, a legenda acredita que, finalmente, terá condições de encerrar, em fevereiro de 2027, o ciclo de Davi Alcolumbre (União-AP) à frente do Congresso.
Em “Um cartão laranja para Trump”, João Pedro Farah fala sobre a significativa derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, as “midterms”.
O revés aciona um alerta para o presidente Donald Trump e indica o descontentamento da maioria do eleitorado americano com sua gestão.
Colunistas
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Nesta edição, escrevem Roberto Reis (Fonteles na Fazenda: em que condições?), Bruno Soller (A América primeiro. Mas qual América?), Dennys Xavier (O imposto do pecado e o paternalismo estatal), Márcio Coimbra (Dilema republicano), Letícia Barros (Por que nenhum governo sobrevive mais à próxima eleição), Roberto Ellery (O problema não é a Selic), Josias Teófilo (Tudo o que escapa ao realismo) e Rodolfo Borges (O gigante enterrado).
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