Crusoé: O contra-ataque do Centrão
Partidos marcados pelo fisiologismo atuam para manter poder no Congresso após encolhimento nas eleições
Centrão não está disposto a perder poder no Congresso, após encolher nas eleições de 2026, e lançou mão de diferentes estratégias.
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União), articulam suas reeleições, correndo para obter o apoio do maior número de siglas possível.
Se conseguirem se reeleger, o Centrão preservará no comando do Congresso sua lógica pragmática e fisiológica.
As clássicas promessas de diálogo sobre pautas, garantia do comando de comissões e de espaços na Mesa Diretora fazem parte das negociações por votos.
Mas, no Senado, onde Alcolumbre enfrenta uma situação mais difícil que Motta na Câmara, o presidente da Casa chegou a centralizar a definição dos gabinetes e apartamentos funcionais destinados aos parlamentares que tomarão posse em fevereiro de 2027.
Um dos senadores eleitos ouvidos por Crusoé sob reserva relatou que, logo após a eleição, pediu a um assessor que procurasse a administração do Senado para saber qual gabinete teria à disposição no próximo ano.
Segundo ele, a informação recebida foi de que Alcolumbre havia assumido pessoalmente a definição dos espaços também com objetivo eleitoral.
“Eles me falaram que Alcolumbre estava centralizando essa decisão, até para negociar a recondução dele à presidência do Senado”, afirmou.
Alcolumbre vai prestigiar quem se comprometer a votar nele na eleição de 1º de fevereiro de 2027.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou na terça, 27, apoio à reeleição do presidente do Senado.
O PT, do presidente Lula, também deve caminhar com Alcolumbre, na tentativa de…
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