Crusoé: Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber visita de 16 pessoas
Solicitação ocorre no momento em que o Supremo aguarda apresentação de novo recurso da defesa contra condenação na ação do golpe
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira, 21, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para ser visitado por 16 pessoas, incluindo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o líder da sigla no Senado, Carlos Portinho (RJ), a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) e o ex-desembargador Sebastião Coelho.
A lista inclui também o ex-ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni, o padre Kelmon – que foi candidato a presidente da República em 2022 – e Marcus Antonio Machado Ibiapina, que atua como assessor do presidente de honra do Partido Liberal (PL).
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, desde o dia 4 de agosto de 2025. As visitas ao ex-presidente dependem de autorização prévia de Moraes.
Em relação a 15 dos 16 nomes, os advogados de Bolsonaro dizem que o pedido “tem por objetivo permitir encontro específico, a realizar-se em data a ser oportunamente ajustada, em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionante [Jair]”.
Já em relação a Marcus Antonio, pedem autorização para visita recorrente, para garantir seu acesso regular à residência de Bolsonaro, em dias úteis, sem a exigência de autorização prévia a cada visita.
“O Peticionante, embora submetido ao cumprimento das medidas cautelares fixadas, permanece no exercício do cargo de Presidente de Honra do Partido Liberal, função que naturalmente demanda acompanhamento constante de questões administrativas e pessoais, que não se interrompem em virtude da restrição imposta”, argumentam.
Ainda de acordo com os advogados, as limitações inerentes ao recolhimento domiciliar, principalmente a proibição ao uso de telefone celular e de outros meios de comunicação remota, inviabilizam o exercício das atribuições de Marcus à distância.
“Além disso, condicionar cada necessidade de acesso a uma autorização judicial específica importaria em multiplicação excessiva de requerimentos ao Juízo”, prossegue a defesa de Bolsonaro.
Por enquanto, não há decisão de Moraes sobre nenhum dos pedidos.
A prisão domiciliar
Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro diante do descumprimento de medidas cautelares impostas…
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
21.11.2025 15:53Só mesmo na República das Bananas para ter reunião da ORCRIM na casa do prisioneiro. Esse país não tem jeito!