Crusoé: A conta bilionária da democracia
Fundos públicos bancam campanhas, mas distribuição, fiscalização e anistias expõem falhas do modelo
O financiamento público de campanhas eleitorais voltou ao debate com a desistência de alguns candidatos nestas eleições.
Como esses candidatos usaram recursos retirados do contribuinte pagador de impostos, a desistência de suas candidaturas acabou jogando dinheiro pelo ralo.
Um desses casos é o do deputado federal Ricardo Salles, do Novo, que tentou uma vaga no Senado por São Paulo.
Salles gastou pelo menos 1,78 milhão de reais de recursos públicos em sua campanha antes de desistir da disputa, na semana passada.
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol, também do Novo, gastou 1,09 milhão de reais antes de ter sua campanha ao Senado suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ex-presidente do Novo João Amoêdo criticou o desperdício por parte da sigla na segunda, 28.
“O Novo foi criado com o compromisso de não utilizar dinheiro público. Em 2018, com essa promessa, batemos a cláusula de barreira, elegemos 8 deputados federais e, assim, o partido teve direito a receber 100 milhões de reais do Fundo Partidário”, disse.
“Agora, em 2026, a atual direção do Novo resolveu utilizar estes recursos para a campanha eleitoral, sob o pretexto de que era essencial para o crescimento do partido. E assim a direção do Novo, com este dinheiro dos brasileiros, fez suas 4 maiores apostas”.
Outro caso é o do ex-deputado federal Ronaldo Fonseca (PSD), que gastou 2 milhões de reais antes de desistir de sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Dinheiro fácil
O financiamento…
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