Cristina cobra reação do Senado diante de “iminência de implosão” do Judiciário
A Casa Alta é responsável pela análise e votação dos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quarta-feira, 16, que o Judiciário está “na iminência de uma implosão”, por causa da crise institucional em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), e cobrou uma reação do Senado diante dessa situação.
A Casa Alta é responsável pela análise e votação dos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo, mas, em sua história, nunca aprovou nenhum.
Tereza Cristina se manifestou um dia depois de o STF iniciar o julgamento do processo contendo o relatório da Polícia Federal (PF) com as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes. Ela ressaltou que a sessão foi marcada por “show de soberba, desrespeito e deboche“.
A manifestação foi publicada no X. “O país inteiro está indignado com o show de soberba, desrespeito e deboche que vimos predominar ontem na nossa mais alta Corte. É muito perigoso para o país quando um de seus pilares, o Judiciário, está na iminência de uma implosão. Infelizmente, os brasileiros hoje têm certeza de que existem sim os que estão acima da lei”, escreveu a parlamentar.
“O Senado tem o poder constitucional de definir a composição do STF e não pode se apequenar diante de tamanha crise. Tenho tentado tudo que está ao meu alcance para mobilizar meus colegas e espero que essa passividade não continue. Além de todas as ações que já tomei, estou comprometida com a reforma do Judiciário, um dever urgente do Legislativo. Mas o poder maior numa democracia é o do povo – e ele vai exercê-lo em breve. Sigamos, com ânimo”, complementou.
Ontem, os ministros do STF analisaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes contra o rito de tramitação do processo envolvendo Moraes que o presidente do STF, Edson Fachin, estabeleceu. Porém, o julgamento foi suspenso devido a um pedido de vista de Flávio Dino. A sessão foi marcada por bate-bocas entre os integrantes do Supremo.
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