Corregedoria da Câmara é notificada sobre queixas contra deputados
Foram apresentados pedidos de punição para 14 parlamentares que ocuparam o plenário da Câmara na semana passada
A Corregedoria da Câmara foi notificada nesta segunda-feira, 11, sobre os pedidos de punição para 14 deputados por ocuparem o plenário da Câmara por mais de 30 horas na semana passada.
Os parlamentares denunciados são: Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marco Feliciano (PL-SP), Marcos Pollon (PL-MS), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zé Trovão (PL-SC) e Zucco (PL-RS).
Agora, o corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel (PSD-BA), tem 48 horas para se manifestar sobre pedidos de suspensão e cassação de parlamentares.
As conclusões do corregedor serão submetidas à Mesa Diretora da Câmara, formada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, e mais seis parlamentares.
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Interesses pessoais não podem estar acima do povo
Depois de mais de 30 horas, Hugo Motta retomou a Mesa Diretora da Casa às 22h20 de quarta-feira, 6 de agosto.
A oposição ocupou a Mesa em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Os parlamentares bolsonaristas pressionavam a Casa a avançar com o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Após retomar a Mesa, Motta afirmou que interesses pessoais e eleitorais não podem estar acima do povo.
“Temos uma preocupação muito grande com o momento crítico que nosso país está vivendo. A crise institucional, os debates que agora nos colocam também num possível conflito internacional. E penso que, nesta Casa, mora a construção dessas soluções, para o nosso país, que tem que estar sempre em primeiro lugar”, declarou o presidente da Câmara.
“E não deixarmos que projetos individuais, projetos pessoais ou até projetos eleitorais possam estar à frente daquilo que é maior do que todos nós, que é o nosso povo, que é a nossa população, que tanto precisa aqui das nossas decisões”, acrescentou.
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