Novo sai em defesa de Van Hattem: “Perseguição severa”
Partido critica pedido de suspensão de mandato do deputado e acusa base do governo Lula de tentar silenciar oposição
O partido Novo classificou como “perseguição severa” o pedido de suspensão, por seis meses, do mandato do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), líder da legenda na Câmara. A representação, como mostramos, foi enviada à Corregedoria pela Mesa Diretora, após a obstrução de votações no plenário por mais de 30 horas, entre 5 e 6 de agosto.
“O que antes era encarado como parte da democracia, agora tornou-se motivo para perseguição severa, atingindo não apenas os parlamentares, mas milhares de brasileiros que eles representam”, disse o partido em nota publicada nas redes sociais.
A legenda defendeu que a obstrução parlamentar é instrumento legítimo e “amplamente usado pela esquerda quando era oposição, sem qualquer sanção”.
O Novo disse ainda que “repudia veementemente essa tentativa de perseguição política” e manterá “o compromisso com a igualdade perante a lei” e “a defesa da democracia”.
Em publicação no X, Van Hattem chamou a medida de “golpe do PT” e disse que o pedido precisa ser arquivado.
Segundo ele, a motivação não seria a obstrução, mas o “medo” da esquerda diante das “vitórias” recentes da oposição, como o apoio de mais três partidos à anistia dos “perseguidos políticos” e ao fim do foro privilegiado, além das 41 assinaturas para um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
O protesto que motivou as representações ocorreu em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao todo, 14 deputados ligados ao ex-mandatário são alvos de análise pela Corregedoria.
Entre os investigados estão Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS), Julia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ) e outros nomes da oposição.
Como noticiamos, o deputado Diego Coronel (PSD-BA), corregedor da Câmara dos Deputados, afirmou que pretende concluir até a próxima quarta-feira, 13, o parecer sobre o caso dos parlamentares que ocuparam a mesa diretora. Após essa etapa, o parecer será enviado para análise do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que poderá aplicar as punições cabíveis.
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