Conselho de Ética vai rejeitar punição a deputados por motim, diz Sóstenes
Líder do PL na Câmara articula para que Conselho de Ética não aprove suspensão do mandato de Pollon, Van Hattem e Zé Trovão
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse nesta segunda-feira, 15, que acredita que a oposição conseguirá fazer com o que o Conselho de Ética rejeite a suspensão dos mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).
Os processos disciplinares contra eles referentes às representações apresentadas por causa de suas participações na ocupação da Mesa Diretora em agosto estão em andamento no colegiado.
Sóstenes falou sobre o tema em resposta a pergunta feita por O Antagonista, durante conversa do parlamentar com jornalistas. “No Conselho de Ética, eu vou trabalhar para que eles não sejam punidos. E acho que vamos conseguir. Agora, vou pedir ao presidente [Hugo Motta] para não levar isso adiante com a celeridade que ele está querendo levar, que acho que isso só o prejudica. Vou conversar isso com ele”, pontuou.
As representações, de autoria da cúpula da Câmara dos Deputados, pedem as suspensões dos mandatos dos três parlamentares. No caso de Pollon, por 90 dias, por conduta que se estende a declarações difamatórias contra a presidência da Câmara, e por 30 dias, por obstrução à cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Já no caso de Van Hattem e Zé Trovão, por 30 dias, por terem obstruído a cadeira de Motta. As denúncias da cúpula da Câmara têm como base o parecer do corregedor Diego Coronel (PSD-BA) proferido em 19 de setembro.
No documento, Coronel ainda sugeriu censura escrita para todos os deputados denunciados por ocuparem a Mesa Diretora: Pollon, Van Hattem, Zé Trovão, Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marco Feliciano (PL-SP), o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o líder da oposição, Luciano Zucco (PL-RS).
A ocupação durou de 5 a 6 de agosto. Foi realizada pela oposição em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e para pressionar a Casa a avançar com o projeto de lei da anistia e a PEC do fim do foro privilegiado para parlamentares. A desocupação ocorreu após um acordo ser firmado.
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