Clarita Maia na Crusoé: Hezbollah nas redes de lavagem de dinheiro do INSS
Grupo terrorista libanês não aparece na trama como ator periférico, mas emerge como um fio que atravessa várias investigações simultâneas
A investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS revelou um achado de proporções alarmantes: a mesma infraestrutura financeira clandestina utilizada para desviar dinheiro de aposentados e pensionistas brasileiros era compartilhada com organizações terroristas internacionais, entre elas o Hezbollah.
O grupo terrorista libanês não aparece na trama como ator isolado ou periférico. Sua presença emerge como um fio que atravessa várias investigações simultâneas da Polícia Federal, conectando-se à rede de empresas de fachada orquestrada em torno da ARPAR, empresa controlada por Rodrigo Moraes, associado a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Essa conexão não é fortuita: ela reflete uma transformação profunda na arquitetura do crime transnacional, que ao longo das últimas décadas foi apagando as fronteiras entre o terrorismo político e o crime organizado de motivação econômica.
Os investigadores identificaram três pontos de contato concretos entre o Hezbollah e o esquema de lavagem do INSS. O primeiro foi o BK Bank e a Wave Intermediações, instituições que serviam simultaneamente à rede ARPAR e ao crime organizado investigado na Operação Carbono Oculto.
O segundo foi a fintech 2GO Bank, detectada tanto nas transações da rede ARPAR quanto em investigações de lavagem para o PCC e o Hezbollah. O terceiro veio pela Operação Colossus, que desarticulou um esquema que movimentou 61 bilhões de reais por meio de operações ilegais de câmbio e criptoativos.
Foi justamente nesse circuito que a APS Soluções Digitais emergiu como um verdadeiro “banco do crime”.
Só em 2022, os créditos em suas contas alcançaram 1,2 bilhão de reais em mais de seis mil transações, direcionadas, majoritariamente, a…
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Comentários (3)
Sandra
14.05.2026 00:24Mas afinal eles não são terroristas, são os coitados atacados por Israel e que entram no país como refugiados de guerra. Alguns até chegam trazidos as nossas custas
Marian
18.04.2026 20:51O dinheiro suado e roubado dos aposentados na mesma rede de lavagem de dinheiro de terroristas ?
Rosa
18.04.2026 20:38Barbaridade!