Alckmin agora diz não ser contra nem a favor da ‘taxa das blusinhas’
Vice-presidente afirma que governo Lula ainda não bateu o martelo sobre a medida
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) evitou neste sábado, 18, apresentar uma posição mais firme sobre a chamada “taxa das blusinhas”.
Questionado sobre o tema, afirmou que ainda não há decisão definitiva do governo sobre o assunto.
“Essa foi uma decisão do Congresso Nacional, não há ainda uma decisão sobre isso, nós já nos pronunciamos, vamos aguardar”, disse, após visita a uma concessionária em Valparaíso de Goiás, no entorno do Distrito Federal.
A fala ocorre em meio a um debate crescente dentro do próprio governo sobre a manutenção ou possível revisão do imposto, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50.
Na quinta-feira, o próprio Alckmin havia defendido a cobrança. Na ocasião, disse que a medida ajuda a equilibrar a concorrência com produtos importados. Neste sábado, porém, ele afirmou que não se posicionou contra nem a favor da medida.
“Não me coloquei contra a medida, nem a favor. Apenas deixei claro que a decisão deve ser tomada com calma e levando em conta diversos fatores, como, por exemplo, a indústria. A decisão do presidente Lula terá meu total apoio.”
Debate no governo
Nos últimos dias, no entanto, integrantes do governo passaram a defender a revisão da taxa e citaram o impacto negativo junto à opinião pública, especialmente em um contexto eleitoral.
O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou a cobrança desde sua votação original:
“Quando essa matéria foi votada, eu achava que não deveria ser aprovada. Para mim, foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo. Se o governo decidir revogar, acho uma boa”, diz o ministro nesta quinta-feira.
A divergência emerge em contexto de discussões sobre possíveis ajustes na alíquota.
A “taxa das blusinhas” foi instituída em 2024 como parte do programa Remessa Conforme, que reduziu a alíquota de importação de 60% para 20% em transações de até US$ 50 realizadas em plataformas cadastradas, com cobrança adicional de ICMS estadual.
A medida tinha como objetivo alegado equilibrar a concorrência entre e-commerce internacional e varejo nacional, mas gerou críticas sobre seu impacto no custo de vida para consumidores.
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Comentários (1)
Annie
19.04.2026 09:36Levou um puxão de orelha do chefe🤭