Ciro Gomes diz que votaria em Caiado e cita Renan Santos
Pré-candidato ao governo do Ceará afirmou que votaria em Caiado "sem nenhuma dificuldade" e disse que Renan também é "uma possibilidade"
Pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes afirmou que seu partido, o PSDB, ainda não decidiu quem apoiará na disputa presidencial de 2026. A indefinição ocorre após a desistência de Aécio Neves de concorrer ao Palácio do Planalto.
Em entrevista à página News Cariri, Ciro disse que tem discutido o assunto com o ex-senador Tasso Jereissati e que a decisão será tomada em conjunto pela legenda.
Ao comentar o cenário presidencial, o ex-ministro afirmou, porém, ver com bons olhos a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e também citou Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL).
“Eu, por exemplo, me dou muito com Ronaldo Caiado. Votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos, que me parece uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. Também é uma possibilidade. Mas nós vamos ter que fazer isso juntos”, disse.
Apesar de comentar a sucessão presidencial, Ciro afirmou que sua prioridade é a disputa pelo governo do Ceará.
Acordo eleitoral
A composição entre PL e PSDB no Ceará foi firmada com vistas à disputa contra o governador Elmano de Freitas (PT). Pelo entendimento, os bolsonaristas apoiam a candidatura de Ciro Gomes ao Executivo estadual, enquanto os tucanos declaram apoio a Alcides Fernandes (PL) — pai do deputado André Fernandes (PL-CE) — na corrida ao Senado.
Segundo relatos, a orientação entre os grupos é manter agendas separadas e evitar gestos que sugiram alinhamento político mais amplo entre Ciro e Flávio. A avaliação predominante é que uma aproximação pública entre os dois traria mais desvantagens do que ganhos eleitorais para ambos os lados.
Distanciamento com o PT
Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional no primeiro governo de Lula (PT), entre 2003 e 2006. O rompimento com o petismo ocorreu em 2018, quando teria recusado convite para compor a chapa como vice de Lula e viajou a Paris durante o segundo turno entre o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o então candidato Jair Bolsonaro.
Desde 2022, o pré-candidato tucano intensificou críticas ao governo petista, postura que também motivou o afastamento de seu irmão, o senador Cid Gomes, que deixou o PDT e migrou para o PSB.
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