Centrão pode integrar governo Lula, mas terá de dar apoio integral, diz Guimarães
Ministro defende frente ampla, critica partidos com ministérios que votam contra o Planalto e cobra fidelidade dos aliados
O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira, 27, a participação de partidos do Centrão no quarto governo Lula (PT), mas condicionou a presença das siglas a um apoio efetivo ao Planalto no Congresso.
Segundo ele, a nova composição não poderá repetir situações em que partidos ocupam ministérios e votam sistematicamente contra o governo, o que ocorreu no terceiro governo Lula.
“Segunda questão que eu ouvi e tenho profunda concordância, inclusive como ministro e como deputado: é aprimorar essa relação com o Congresso. Ontem teve uma reunião com os dois presidentes e o presidente Lula, deram os primeiros passos, mas eu penso que, a partir de agora, por tudo que aconteceu, a natureza da disputa e o que as ruas disseram e falaram, temos que ter uma relação diferente com o Congresso“, declarou Guimarães em entrevista a jornalistas.
“Fazer um governo de frente ampla, é o que eu defendo, olhando o que as ruas disseram e construindo fidelidade dos aliados para com o governo. O método que o governo vai utilizar é diferente do que foi no passado. Os partidos do Centrão vão participar do governo? Eu defendo que participem e dialoguemos para isso. Porém, tem que ser uma participação efetiva. Não é meia participação, não é meia governabilidade. Tem que ser governabilidade integral e total“.
Ele prosseguiu: “Partido que vai para o governo, em função dessa nova configuração política do Brasil tem que ter dedicação, assim como o PT, que é muito importante a gente construir. Não pode, por exemplo, o partido ter três ministérios e votar sempre contra o governo. Eu, se depender de mim, eu acho que isso está errado. Precisamos construir um governo com muitas alianças, mas com nitidez política, por conta do que aconteceu nas ruas”.
PT vai caminhar com Motta
Como mostramos, o PT vai apoiar a reeleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no próximo ano para ajudar na governabilidade do quarto mandato de Lula. Deputados petistas ouvidos sob reserva por O Antagonista afirmam que a bancada caminhará com o parlamentar na disputa pelo comando da Casa em fevereiro de 2027.
Segundo esses integrantes da bancada, o partido busca um entendimento político com Motta sobre a condução das pautas na Câmara, mas sem estabelecer uma condição específica para apoiar sua recondução. Entre os pontos mencionados, estão o diálogo sobre a agenda legislativa e o respeito à proporcionalidade dos partidos na estrutura interna da Casa.
A Bancada do PT se reuniu na última manhã, no Centro Cultural de Brasília, para tratar da posição em relação à eleição da nova Mesa Diretora da Câmara. O anúncio público do posicionamento deve ocorrer ainda na tarde desta terça-feira.
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Comentários (1)
Marian
27.10.2026 17:36Está enganado. É um governo sem dinheiro, não tem o povo como acha que tem e sem força lá fora. Pega leve