Centrão deixa Lula e Flávio ‘em banho-maria’
Os dirigentes partidários avaliam que os dois candidatos ainda não têm tração suficiente para garantir um apoio pleno de sigla
As cúpulas de partidos como União Brasil, PP, MDB e Republicanos pretendem deixar para formalizar apoios ao presidente Lula (PT) ou a Flávio Bolsonaro (PL) apenas no segundo turno.
Conforme apurou O Antagonista, os dirigentes partidários avaliam que os dois candidatos ainda não têm tração suficiente para garantir um apoio pleno de siglas que hoje compõe o chamado Centrão.
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Do lado de Lula, integrantes do MDB, Republicanos e PP ouvidos pela reportagem acreditam que o petista, apesar de favorito na opinião deles, ainda corre riscos caso uma candidatura de terceira via – Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) ou Romeu Zema (Novo) – decole. Na opinião de integrantes da sigla ouvidos pela reportagem, hoje Caiado é o que desponta como a maior probabilidade neste sentido.
Do lado de Flávio Bolsonaro, o centrão teme novos desgastes envolvendo o escândalo do Banco Master. Nesta quarta-feira, por exemplo, o portal Metrópoles revelou que a empresa de advocacia do parlamentar prestou serviços para uma empresa do conglomerado alinhado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Outro ponto que tem sido levado em consideração dos partidos diz respeito às eleições para deputado federal, consideradas pelas siglas intermediárias como mais importantes que as majoritárias. É a partir da composição do número de deputados que é feita a divisão dos fundos partidário e eleitoral.
O Centrão avalia que não é ‘inteligente’ firmar palanque com os dois candidatos e, ao longo da campanha, ser cobrado a ajuda financeiramente na campanha. Somente a título de comparação. O PT terá hoje 615 milhões de reais para gastar na campanha de todos os seus candidatos e o PL 881 milhões de reais.
Do outro lado, o MDB, terá 400 milhões de reais disponíveis e o PP 417 milhões de reais. O Republicanos terá uma campanha com 348 milhões de reais em caixa e o União Brasil outros 526 milhões de reais.
Outra questão que tem sido levada em consideração pelos partidos é a centralização das decisões dos comitês tanto de Flávio quanto de Lula. Os dois pré-candidatos não deram sinais de que, de fato, chamarão o Centrão para ajudar a elaborar planos de governo ou para fazer parte de uma futura Esplanada dos Ministérios. Sem isso, a visão entre dirigentes do Centrão é deixar os apoios, a menos a priori, para o segundo turno.
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