Celina precisa explicar até onde vai influência de Ciro Nogueira, diz Izalci
Segundo líder da oposição, é "inadmissível" que governo do DF seja braço executivo para os interesses de grupos políticos do Piauí
O líder da oposição no Congresso e pré-candidato ao governo do Distrito Federal, senador Izalci Lucas (PL-DF), criticou nesta quinta-feira, 7, a influência do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), sobre a governadora do DF, Celina Leão (PP), após a nova fase da Operação Compliance Zero. O senador do Progressistas foi alvo de busca e apreensão na nova fase, que foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Izalci cobrou explicações de Celina sobre até onde vai a influência de Nogueira nas decisões do governo do DF e nas indicações de órgãos estratégicos. O parlamentar se manifestou por meio de nota.
“A operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje (7), que tem como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), não é apenas um fato isolado de investigação financeira; é a confirmação de que Brasília não pode mais aceitar ser tratada como um ‘balcão de negócios’ por caciques partidários que buscam privilégios às custas da população“, iniciou Izalci.
“Como Líder da Oposição no Congresso e senador do DF, tenho alertado há meses sobre as articulações políticas do senador Ciro Nogueira no DF, e sua influência sobre a atual governadora Celina Leão, que é nociva e profunda. Os indícios trazidos pela investigação sobre o Banco Master e as supostas vantagens indevidas explicam muito do que vemos na gestão local, como a polêmica relação entre o BRB e ativos duvidosos, que coloca em risco o patrimônio do brasiliense”.
Ele prosseguiu: “É inadmissível que o governo do Distrito Federal siga servindo de braço executivo para os interesses de grupos políticos do Piauí ou de qualquer outra região, negligenciando a saúde, a segurança e a transparência que nossa capital merece. A governadora Celina Leão precisa explicar à sociedade até onde vai a influência do seu padrinho político nas decisões do Palácio do Buriti e nas indicações de órgãos estratégicos, como o próprio BRB”.
Segundo informações da Polícia Federal, Ciro Nogueira é suspeito de ter recebido recursos do Banco Master para apresentar um “jabuti” em na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autonomia do Banco Central.
Em 13 de agosto de 2024, Ciro apresentou uma emenda ao projeto para aumentar de 250 mil para um milhão de reais o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A emenda beneficiava diretamente o Master, que usava o FGC para cobrir parte de seus investimentos fraudulentos.
A suspeita da PF é que a emenda foi escrita pelo próprio Master e encaminhada ao parlamentar.
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